Cidades

Brigadistas dão início ao trabalho de conscientização e prevenção de incêndios no Parque Nacional do Caparaó

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Durante o período que engloba o final de maio até o mês de setembro são registrados grandes números de incêndios em vegetações. A seca, a baixa umidade do ar e a falta de chuva contribuem para este aumento, mas o grande vilão continua sendo o homem.

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Anualmente, nesta época, uma equipe de brigadistas do Parque Nacional do Caparaó dá início a um importante trabalho de conscientização e prevenção no entorno do parque. Composta por dois esquadrões com sete membros, que fazem revezamento em escala semanal, a brigada tem a função direta de combate a incêndios florestais, mas o trabalho não para por aí.

Além de todo o trabalho in loco com os métodos braçais, como a criação de aceiros – faixas ao longo das cercas com a finalidade de prevenir a passagem do fogo para área de vegetação – a equipe também percorre fazendas no entrono do parque com métodos de conscientização, com orientação para trilhas ecológicas, ajuda na limpeza, entre tantas outras funções.

“O trabalho de conscientização em fazendas do entorno é de extrema importância, mas nós também damos um suporte ao público do Parque Nacional do Caparaó, quando temos turistas, fazemos parte da orientação nas trilhas, vamos ao Pico da Bandeira para limpeza e sinalização das trilhas, entre outros. Então a brigada não é só combate incêndio, ela realiza várias atividades dentro do parque”, explica o brigadista Guilherme Mendes.

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Existe uma série de protocolos para se tornar um brigadista no Parque Nacional do Caparaó. Todos os anos é aberto edital para a brigada, onde são realizados testes de aptidão, habilidades com ferramentas agrícolas e toda uma preparação com instrutores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com cursos práticos e teóricos, antes de se tornar apto para o trabalho.

“É um trabalho perigoso se você não tiver as técnicas apropriadas. O Parque Nacional do Caparaó é composto por montanha, o que dificulta ainda mais em caso de incêndio, pois você tem que ter todo um preparo, técnicas e equipamentos de EPI”, destaca.

 

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Prevenção

A prevenção de incêndios tem início desde a formação das brigadas, onde são ensinadas as técnicas de controle das chamas, criação de aceiros e conscientização dos fazendeiros.

“São diversas formas de conscientizar que o fogo é perigoso e destrói toda a fauna e flora, além de acabar com a vida de animais em seu habitat. O trabalho é feito com panfletos, palestras em escolas e conversa direta com fazendeiros, além de ronda pelo Parque e entorno, abrangendo São João do Príncipe, a BR 262, entre Pedra Roxa, Patrimônio da Penha, Pedra Menina e retornando pelo lado de Minas Gerais”, explica Guilherme.

 

Visitação proibida

O Parque Nacional do Caparaó foi fechado no final de janeiro deste ano, devido s fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo e Minas Gerais e trouxeram prejuízos materiais e humanos em diversas partes do território destas regiões, danificando diversos setores, e permanece fechado, agora, por conta da pandemia do coronavírus.

 

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