Meio Ambiente

A palavra é sustentabilidade — por Roberto Martins

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A palavra sustentabilidade nos remete a tópicos como planejamento, gestão adequada, economia responsável, envolvimento popular, cuidado com a natureza e com os valores humanos e visão global, entre outros.

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A preocupação com os resíduos vem sendo discutida há algumas décadas em todo o mundo, devido à expansão da consciência coletiva com relação ao meio ambiente. Buscar por soluções na área de resíduos reflete a demanda da sociedade, que pressiona por mudanças motivadas pelos elevados custos socioeconômicos e ambientais resultantes da incorreta destinação de cada tipo de material.

Se descartados adequadamente, os resíduos sólidos adquirem valor comercial e podem ser utilizados em forma de novas matérias-primas ou novos insumos. Essa prática não só tende a diminuir o consumo dos recursos naturais, como também proporciona a abertura de novos mercados, gerando trabalho, emprego e renda, inclusão social e, evidentemente, diminuição dos impactos ambientais.

A correta destinação dos resíduos sólidos é condição essencial para uma cidade sustentável. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em agosto de 2010, trouxe importantes instrumentos para que municípios de todo o Brasil iniciassem o enfrentamento aos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos.

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Esse enfrentamento seria realizado por meio da responsabilidade compartilhada, significando dizer que cada um é responsável pelo lixo que produz, dando-lhe destinação adequada. Assim, tornar uma cidade sustentável por meio dessa prática é um dos grandes desafios da humanidade e, em especial para o nosso país. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva.

Temos “pregado”, em nossas palestras, que o uso correto da água e o descarte correto do lixo são ações urgentes e necessárias da atual geração, com a adoção de atitudes simples e diárias que fazem toda a diferença.

Cada um pode e deve praticar a reciclagem do lixo. As vantagens da separação do lixo doméstico ficam cada vez mais evidentes. Além de aliviar os lixões e aterros sanitários, que ficariam como destino apenas dos rejeitos (restos de resíduos que não podem ser reaproveitáveis), grande parte dos resíduos sólidos gerados em casa pode ser reaproveitada. A reciclagem economiza recursos naturais e gera renda para os catadores de lixo, uma parte da população que depende dos resíduos sólidos descartados para sobreviver.

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Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, no Brasil, são recolhidas cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos, resultantes de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, etc.

Os materiais gerados em função de tais ações constituem, potencialmente, matéria-prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia. Mais da metade desses resíduos é jogado, sem qualquer tratamento, em lixões a céu aberto. Com isso, o prejuízo econômico passa dos R$ 8 bilhões anuais.

Ao separar os resíduos, estão sendo dados os primeiros passos para sua destinação adequada. Com a separação é possível: a reutilização; a reciclagem; o melhor valor agregado ao material a ser reciclado; as melhores condições de trabalho dos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; a com postagem; menor demanda da natureza; o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

Assim, no Dia Mundial do Meio Ambiente deixamos essa importante reflexão, em que cada um é responsável pelo lixo que produz. Dessa forma, vislumbra-se a possibilidade de, na questão da sustentabilidade, sairmos definitivamente do discurso e partirmos para a prática. E você, realiza a coleta seletiva?

Roberto Martins – capitão RR PM
Pós-graduado em História Social
Educador Ambiental

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