Coronavírus

Brasil beira 30 mil mortes e OMS diz que não é o pico

COMPARTILHE
(Foto: AP Photo/Andre Penner)
187
Advertisement
Advertisement

O Brasil registrou nesta segunda-feira mais 623 mortes por covid-19 e o total foi para 29.937 no País. Em números absolutos de casos, o Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de contaminações. Está atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 1,8 milhão, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem, porém, que o País e a América Latina ainda não alcançaram o pico.

Sul do ES e Caparaó registram cinco novas mortes por Covid-19; veja os números de cada cidade

As regiões Sul e do Caparaó registraram, neste domingo (12), cinco mortes por Covid-19....

Cachoeiro de Itapemirim tem duas novas mortes por Covid-19; ES registra total de mais de duas mil mortes

Cachoeiro de Itapemirim registrou, neste domingo (12), duas novas mortes por Covid-19, somando 84...

Treze ciganos já morreram de Covid-19 no país; uma das mortes foi no ES

A histórica situação de vulnerabilidade das comunidades ciganas no Brasil tem cobrado seu preço...

O balanço mais recente do Ministério da Saúde aponta o total de 526.447 diagnósticos da doença em todo o território nacional, sendo 12.247 novos casos confirmados em 24 horas. Há, ainda, 4.412 pessoas com sintomas relacionados ao coronavírus sob investigação, de acordo com a pasta.

O Estado de São Paulo ainda lidera em número de casos e óbitos, com 111.296 diagnósticos e 7.667 mortes. Desde ontem, prefeitos podem começar a implementar o Plano São Paulo, anunciado pela gestão João Doria (PSDB). Pelo plano, o Estado foi dividido em regiões e em fases, que vão de 1 a 5, e podem começar a implementar medidas de flexibilização e reabertura gradual das atividades econômicas a partir da classificação na fase 2. De acordo com o governo, 90% da população do Estado ainda está entre as fases 1 (restrição total, somente com funcionamento de serviços essenciais) e 2 (reabertura com restrições).

Advertisement
Continua depois da publicidade

Na sequência em maior número de casos no País, o Rio tem 54.530 casos e 5.462 óbitos – e também inicia flexibilização. No Ceará, que também iniciou um processo de liberação ontem, são 50.530 infecções e 3.188 mortes. Os números chegam no momento em que outros Estados começam a discutir as medidas de flexibilização do isolamento social e reabertura de setores da economia.

A OMS informou estar atenta à situação da pandemia no Brasil e em outros países da América, como destacou o diretor do programa de emergências da entidade, Michael Ryan. “Não acredito que tenhamos atingido o pico, e não posso prever quando ocorrerá, mas precisamos mostrar solidariedade aos países das Américas Central e do Sul, da mesma forma que fizemos com países de outras regiões. Estamos juntos e ninguém fica para trás. Se olharmos os diferentes hemisférios, cinco dos dez países com maior número de casos nas últimas 24 horas estão nas Américas: Brasil, EUA, Peru, Chile e México. É uma área bastante ampla. E os países com maior aumento são Brasil, Colômbia, Peru, México, Haiti e Argentina”, disse.

Para Ryan, os países vão precisar “trabalhar muito duro” para conter a escalada da infecção. “Há outros países nas Américas com sistemas de saúde fracos. Temos bons exemplos de países que envolveram todo o governo e a sociedade. Vimos outra situação quanto à ausência e fragilidade nessa situação. Precisamos focar na resposta que esses países vão dar.”

Hidroxicloroquina

Advertisement

A OMS anunciou ainda que deve divulgar a conclusão de seus estudos sobre a segurança da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus. O ensaio clínico com o medicamento no projeto Solidariedade (Solidarity) está suspenso desde 25 de maio, quando a entidade se sustentou em uma pesquisa externa, publicada na revista científica The Lancet, que alertou para os maiores riscos de morte em pacientes que utilizaram a droga.

De acordo com a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, as novas diretrizes sobre a hidroxicloroquina se basearão nos dados da própria organização. A atualização levará em consideração as respostas ao medicamento observadas em pacientes do ensaio clínico. No Brasil, a iniciativa é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.