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Driblando o coronavírus: escola de Muniz Freire consegue levar aos alunos atividades não presenciais

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/com a colaboração de Diórgenes Ribeiro

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Com o fechamento das escolas, devido a pandemia do coronavírus, milhares de alunos ficaram sem aulas. A solução encontrada para suprir e minimizar os impactos foi criar formas para que os alunos pudessem ter atividades não presenciais. Diante da situação atual, cada escola, dentro da sua realidade, começou a disponibilizar atividades não presenciais para os educandos, através de plataformas de estudos digitais, via Whatsapp ou com materiais impressos.

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental “Sebastião Costa”, localizada no Distrito de Itaici, em Muniz Freire, após normativa da Secretaria Municipal de Educação e em diálogo com os professores, equipe técnica e pais, organizou um sistema de atividades não presenciais impresso. As tarefas irão atender os quase 190 alunos matriculados da pré-escola até ao 9º ano, para estudantes residentes na sede do distrito e em seis comunidades adjacentes.

A escola optou por fazer as atividades impressas para entregar aos alunos, uma vez que nem todos tem acesso à internet com boa qualidade, o que poderia prejudicar os estudantes das comunidades mais distantes da sede distrital.

O funcionamento se dá de forma coordenada. Os professores têm até segunda-feira, às 12h, para enviar as atividades para o e-mail da escola. A pedagoga e a coordenadora ficam responsáveis para analisar, imprimir e organizar as matrizes das atividades. Na terça-feira, o diretor, com apoio de um professor, prepara todas as cópias que são encaminhadas aos alunos, em envelopes.

De quarta até as sextas-feiras, das 8h às 11h, outra equipe formada pelo diretor, estagiária e funcionária (seguindo todas as normas de segurança) entregam as atividades aos pais que vão ao colégio buscar e fazer a devolução das atividades da semana anterior. Separados por séries e por disciplinas, os exercícios resolvidos são encaminhados para os professores que fazem a correção e os registros.

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Geralmente, quando o pai de um aluno vai buscar a atividade, ele acaba aproveitando a viagem para levar os exercícios feitos por filhos de vizinhos, já que nem todos conseguem ir até a escola buscar os materiais. Quando os pais moram em comunidades distantes ou trabalham o dia todo e, por esses motivos, não conseguem ir ao colégio, o diretor vai até a essas famílias.

Com essa ação, a Escola “Sebastião Costa” está conseguindo alcançar os 100% dos alunos matriculados.

 

Repercussão positiva

As atividades impressas estão tendo uma repercussão positiva para os estudantes. De acordo com a aluna do 9º ano, Etiéle de Paulo Botelho, moradora da comunidade da Barra do Santo Antônio do Amorim, a ação está ajudando muito, pois está atendendo os que não têm celular ou até mesmo internet em casa. “Para mim está sendo uma forma ótima de continuar meus conhecimentos, pois se estivéssemos parados, diante dessa quarentena, quando voltássemos já não me lembraria de muita coisa, essa é uma forma de continuar nossos estudos. Sem a presença dos professores fica um pouco mais difícil, mas sempre que eu tenho dúvidas mando mensagem e eles estão prontos para me ajudar. Minha escola está de parabéns!”, afirma.

Segundo o diretor Arildo Delprete, a escola espera que esta ação possa fazer com que os alunos tenham atividades intelectuais para desenvolver e criar o hábito de estudar, saindo da ociosidade e pressão que estão passando devido ao isolamento social.

“Sabemos que temos que cumprir as 800 horas, sem os 200 dias letivos, então vamos ter que criar metodologias para suprir as horas complementares com essas atividades extraclasses. Penso que juntos, escola, pais, comunidade e alunos, com muita dedicação, vamos superar essa crise e criar novas metodologias de estudo que auxiliem a cumprir as metas de ensino aprendizagem”, completa o diretor.

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