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Cemitério histórico de Guaçuí começará a ser restaurado

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Uma parte importante da história de Guaçuí começará a ser restaurada. Com cerca de dois séculos de existência, o chamado Cemitério dos Italianos, que fica na Fazenda do Castelo, na zona rural do município, ganhará um novo muro. A assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre proprietários da fazenda e representantes da Prefeitura foi o primeiro passo para a restauração do local, que guarda parte da história do período imperial.

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Segundo o vereador Ângelo Moreira, que propôs uma emenda impositiva de R$ 33 mil para a construção do muro, no local há estátuas de meados do século XIX. “Os jazigos são obras de arte centenárias, de artistas europeus, que merecem ser preservadas e estudadas. São de uma época em que o município ainda era província, das primeiras famílias que se assentaram aqui. Com a assinatura do TAC entre os proprietários e o município, agora poderemos trabalhar na restauração das obras e a comunidade poderá ter acesso ao cemitério, que antes não era possível”.

O presidente do Instituto histórico e geográfico de Guaçuí, Luiz Moulin, conta que o cemitério é um registro importante da época imperial. O local guarda memórias do fim da escravidão, da chegada dos italianos para trabalhar nas lavouras e tem importantes indicadores de como era a vida há dois séculos.

“A fazenda da aristocrática família paulista dos Aguiar Valim foi a mais rica e próspera fazenda da região no II Império e tinha centenas de escravos. Após a abolição da escravidão, dezenas de famílias italianas vieram trabalhar na fazenda. Tinha uma capela bonita de um lado que enterrava rica família em seus túmulos de mármores importados e do outro lado da capela os italianos em covas rasas”, afirma.

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Depois da restauração do muro, segundo Ângelo Moreira, o trabalho vai ser para melhorias de capina, limpeza dos jazigos, iluminação e segurança do local. “Sou defensor de manter essas áreas históricas. Os alunos das escolas podem visitar, e os professores poderão mostrar à nova geração a história da nossa região. Além disso, será um ponto turístico. Tenho certeza de que muitas pessoas têm a curiosidade de saber um pouco mais sobre o cemitério”.

Via de acesso

Como fica no meio de uma propriedade particular, a estrada usada para chegar ao cemitério é a mesma utilizada para acesso à fazenda. Após a reunião de assinatura do TAC, ficou acordado que uma nova via de acesso será aberta, segundo o administrador da fazenda, Célio de Sá Barbosa.

“É uma área pertencente à Fazenda do Castelo. A promotora perguntou se era possível uma doação, mas não podemos mexer na escritura neste momento. Então fechamos um comodato para uso do município. Só pedimos que, como foi acordado na reunião, fizessem um novo acesso ao local. Não podemos deixar a porteira da fazenda aberta, pois há muito gado no local. Então, a proposta que fechamos é a de fazer uma nova entrada para o cemitério, que saia direto para a estrada principal”, explicou.

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