Segurança

Bombeiros procuram corpo de homem que foi queimado, esquartejado e jogado em rio de Guaçuí

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Rio Veado, Guaçuí. Foto: Júnior Boeno.
2009
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Mergulhadores do Corpo de Bombeiros fazem buscas na manhã desta segunda-feira (25), em um rio, afim de achar os restos mortais de João Paulo Pereira Purificati, de 39 anos – que foi asfixiado, agredido com pauladas, teve o corpo queimado, esquartejado e jogado em um rio – no município de Guaçuí.

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O crime aconteceu na noite do dia 23 de abril deste ano. O local onde serão feitas as buscas foi indicado por um dos cinco suspeitos de participação na morte da vítima, durante depoimento.

O crime

No dia 25 de abril de 2020, foi registrada uma ocorrência informando o desaparecimento de João, que estava sumido desde o dia 23, sendo que, o mesmo tinha sido visto pela última vez com vida por uma amiga, que lhe emprestou uma bicicleta para ele ir em um encontro.

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O setor de inteligência da Polícia Civil de Guaçuí, passou a investigar o caso, para tentar descobrir o paradeiro da vítima, porém, no curso das investigações, foi descoberto que ele havia sido assassinado. E então foi iniciada a Operação denominada “Don Juan” para descobrir a autoria e a motivação do crime.

O nome da operação é por causa do apelido da vítima, ele era conhecido como “Don Juan”.

Durante as investigações, foi descoberto que, duas mulheres foram aliciadas para servir de “isca” para atrair a vítima para uma casa no bairro Vila dos Professores, em Guaçuí.

As mulheres foram até um centro espírita no Assentamento Luiz T. Neto, para fazer um “trabalho”, sendo que a pessoa responsável pelo centro não cobrou pelo serviço.

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Dias depois, a responsável pelo centro, procurou as mulheres e “cobrou pelo trabalho”, determinando que elas fizessem contato com “Don Juan”, para marcar um encontro, a responsável pelo centro entregou dois comprimidos para serem diluídos na bebida que seria servida para a vítima.

No dia combinado, ou seja, em 23 de abril, as mulheres mantiveram contato com a vítima e este foi na casa de uma delas para beber e conversar. Depois que ele já estava sob efeito dos remédio, a responsável pelo centro espírita e mais três homens, sendo um companheiro dela, outro o filho e um amigo, chegaram no local armados com um porrete e desferiram os primeiros golpes na vítima ainda na casa.

Depois disso, enrolaram o corpo num cobertor e colocaram no carro do companheiro da suspeita de encomendar a morte, e se dirigiram até o Assentamento Luiz T. Neto.

Foi apurado, ainda na investigação, segundo a polícia, que a motivação do crime tem ligação com problemas envolvendo o local religioso, já que a vítima também fazia trabalhos espirituais e no passado, foi preso juntamente com a mulher responsável pelo centro espírita por participação em um crime de homicídio em Bom Jesus do Norte, anos atrás.

Um dos detidos confessou a participação no crime e disse que João Paulo foi dopado, recebeu uma pancada na cabeça com um cassetete, depois foi asfixiado com uma sacola plástica, sendo amarrado e enrolado numa manta e depois colocado no carro.

No meio do caminho a vítima faleceu e foi levada para uma mata, onde o grupo ateou fogo no corpo e como a chama não consumiu o corpo por completo, foi esquartejado e jogado no rio.

As mulheres detidas foram encaminhadas para o Centro Provisório Feminino e os presos para o Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim.

 

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