Segurança

Adolescente João Pedro é morto em operação no Rio; família critica polícia

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O adolescente João Pedro Mattos, de 14 anos, morreu ontem durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

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Familiares e amigos da vítima relataram ao UOL que ele brincava no quintal da casa de um tio, quando policiais invadiram o imóvel e o atingiram na barriga. Já a Polícia Civil alega que o adolescente foi atingido durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais, sendo socorrido de helicóptero.

Em entrevista à TV Globo, o pai de João Pedro dirigiu-se ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e afirmou que o ato destruiu a família.

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“Quero dizer, senhor governador, que a sua polícia não matou só um jovem de 14 anos com um sonho e projetos, a sua polícia matou uma família completa, matou um pai, matou uma mãe e o João Pedro. Foi isso que a sua polícia fez com a minha vida”, Neilton Pinto, pai de João Pedro.

Ele estava trabalhando quando soube que o filho foi baleado. Médicos do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento, mas ele não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de São Gonçalo. O caso ocorreu na Praia da Luz, em São Gonçalo.

De acordo com moradores, a família ficou sem informações sobre o local onde João Pedro foi socorrido. Em entrevista ao UOL, uma tia da vítima e uma amiga da família disseram que João estava brincando com dois primos, quando policiais entraram na casa e acertaram um tiro na barriga do jovem.

“Ele nem estava saindo de casa por conta dessa pandemia. Aí, o primo passou na casa dele e foi lá buscá-lo para brincar. Eles estavam no quintal da casa. Ele se assustou com o policial, e o policial atirou na barriga dele. Até agora não sabemos de nada. Se ele morreu no local, a caminho do hospital”, disse Georgia Matos de Assis, 41, tia de João Pedro.

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De acordo com ela, os familiares fizeram buscas durante toda a madrugada. “Rodamos tudo isso aqui, São Gonçalo, Niterói, atrás dele. Até no Rio fomos. Só localizamos no IML aqui de Tribobó [em São Gonçalo]. Um descaso com a vida do menino”, lamentou.

Com informações, UOL

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