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John Malkovich estreia 'Space Force'

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Aos 66 anos, John Malkovich se surpreendeu ao ver duas pessoas compartilhando uma pizza. Tem sido assim desde que passou a testemunhar o mundo pelas telas das séries e filmes, a que assiste no confinamento.

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Por meio de videoconferência, o ator conversou com o Estadão sobre a estreia da série Space Force hoje, 29. A comédia de Greg Daniels e Steve Carell parte do desejo dos EUA de retomar a exploração do espaço em um novo projeto Boots on the Moon, como nos anos da Corrida Espacial. Para o ator, trata-se de um período da história interessante, ao menos para a imaginação.

“Apesar de ter nascido nessa época, o espaço não me parece tão fascinante. Acredito que a Terra seja curiosa o suficiente”, diz Malkovich. “Mas é claro que podemos imaginar como será descobrir a vida fora da Terra e com o que ela vai se parecer.”

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Na produção original da Netflix, Malkovich faz o papel de Dr.

Mallory, um cientista que trabalha na equipe do general Mark R. Naird (Carell) e passa a temporada de oito episódios tentando evitar que a nova Space Force não vá pelos ares.

No primeiro episódio, Dr. Mallory insiste na ideia de cancelar o lançamento de um foguete para o dia seguinte, já que as condições de tempo e clima não estão boas. O general discorda e segue uma linha mais atual de líderes mundiais que preferem desacreditar na ciência. A confusão está posta. “Mas a imprensa toda está aqui, os políticos, e gastamos muito dinheiro nisso. O dia está lindo. Essa é a sua opinião”, vai defender o personagem de Carell.

É daí que a série vai compor a comicidade, explorando as habilidades (ou a falta delas) de um general que tem a missão de retomar a glória do passado, em tempos em que Apollo 11 não significa mais o nome de um lanche no food truck do quartel-general.

A parceria com Carell faz parte de uma jornada que se desenhou para o roteirista Greg Daniels, ainda nos tempos de The Office. Na saudosa série, o ator fazia o inconveniente Michael Scott, ao lado de nomes como John Krasinski e Jenna Fischer. “Foram nove temporadas cercadas de grandes talentos da comédia, pessoas com as quais foi fácil trabalhar, de maneira muito colaborativa, e de improviso”, ressalta Daniels, em entrevista exclusiva ao Estadão.

Para o também roteirista de Os Simpsons e O Rei do Pedaço, fazer comédia é algo que se constrói em conjunto, vide o trabalho no Teatro Second City. “Há um movimento teatral em Chicago, muito forte no treinamento de improvisação para atores. É quase uma religião, em que compartilhamos como desenvolver confiança em cena e ser criativo quando a hora chega.”

Em Space Force, Carell reúne um pouco da inconveniência de Michael Scott de The Office, e Malkovich tempera a cena com uma seriedade debochada, que vai da preocupação com os lagartos que poderão ser cozidos no calor das turbinas do foguete, até a presença de um chimpanzé, em umas cenas mais divertidas da produção. Nela, o general tenta resolver um problema em um dos satélites conversando com um chimpanzé, por meio de linguagem de sinais.

Junto com o primata, um cachorro também ocupa a instalação, relembrando os tempos em que animais e plantas eram enviados dentro de sondas espaciais. Como no passado, o resultado será catastrófico. “Quando Steve me procurou, havia apenas o título da série. Com o tempo, nos reunimos para compor os outros personagens, foi tudo bem natural”, recorda Daniels, que também considera a continuidade da série, em uma segunda temporada. “Apesar de não ter nada confirmado, estamos realizando várias reuniões remotas para ver como será o futuro.”

Ao longo da produção, fica claro o desejo de debochar desse excesso de poder que torna os poderosos – antes de perigosos – um tanto patéticos. “Acho que os políticos na série são menos conscientes sobre a ciência”, defende Daniels. “Desejo que as pessoas usem mais a ciência, para entender o que os cientistas estão dizendo. É muito mais do que o faça isso ou não faça aquilo.”

Para Malkovich, o debate enriquece a ciência, mas tem limite, ainda mais em tempos de pandemia. “Estamos descobrindo que a ciência é bastante científica, mesmo que imprecisa ou incompleta. A diferença entre o que vemos e como a ciência explica alguma coisa sempre causará conflitos, mas a pandemia não deveria ser motivo para se fazer uma guerra.”

Daniels segue o raciocínio do ator de Quero Ser John Malkovich. “A ciência é uma medida da realidade”, atesta. “Mas é triste que muitos políticos no mundo não queiram ver a realidade. Em geral, preferem ouvir uma história inventada para transformar alguém em inimigo.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leandro Nunes
Estadao Conteudo
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