Política Nacional

Onyx defende Bolsonaro e diz que seria "insanidade" isolamento por mais 2 meses

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Brazilian President Jair Bolsonaro (L) talks to Chief of Staff Onyx Lorenzoni during the appointment ceremony of the new heads of public banks, at Planalto Palace in Brasilia on January 7, 2019. - Brazil's Finance Minister Paulo Guedes appointed the new presidents of the country's public banks. (Photo by EVARISTO SA / AFP)
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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, voltou a defender a visão do presidente Jair Bolsonaro pelo isolamento parcial como medida de combate ao novo coronavírus no Brasil. Em transmissão ao vivo promovida pelo Itaú BBA, nesta quarta-feira, 15, Onyx afirmou que é uma “insanidade” manter a política de distanciamento social por mais dois ou três meses. Em estimativas do Ministério da Saúde, o pico da covid-19 pode ocorrer entre maio e junho.

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“Epidemias têm um perfil de 12 a 14 semanas (de duração), não dá para pensar que é razoável a gente ficar mais 60 ou 90 dias com o Brasil parado. Ao contrário, na minha visão, isso é uma insanidade”, disse o ministro da Cidadania.

Assim como Bolsonaro, Onyx contraria as orientações do Ministério da Saúde e de entidades médicas para defender que apenas idosos permaneçam isolados. “Precisa de um cuidado especial nessa faixa etária (acima de 60 anos). É o que venho defendendo, coerentemente com a visão do presidente Bolsonaro, temos que mobilizar prefeitos e governadores para retomar atividade econômica”, defendeu.

Embora reconheça que a pandemia é grave, o ministro avalia que os efeitos da crise econômica seriam piores. “A pandemia é grave? Sim. Tem risco? Tem. Mas tem que ter equilíbrio. As pessoas precisam fazer equilíbrio. Se nós, por ações de gestores, ao impedir atividade econômica, a gente destruir atividade econômica, a fome, a miséria vai matar mais que o covid-19”, disse em outro momento.

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Onyx colocou Bolsonaro com alguém que tenta liderar o equilíbrio no País, o que, na visão dele, provocou conflitos com prefeitos e governadores. “O presidente Bolsonaro lidera uma visão que tenta equilibrar os movimentos indispensáveis pela preservação da vida e da saúde das pessoas com a preocupação de que o Brasil não perca tudo aquilo que nós conquistamos a duras penas no ano passado. E não foi pouco.”

Onyx disse, ainda, que o presidente tem capacidade de “olhar o todo”. “Isso é algo muito importante para o gestor”, avaliou o ministro.

“O Brasil hoje equilibra, o presidente tenta liderar essa visão, e aí apareceu uma certa dissintonia entre governadores e prefeitos. Os prefeitos por uma razão óbvia, tem uma eleição programada para outubro deste ano, e alguns governadores quiseram pegar carona em um certo confronto com a visão do presidente”, declarou Onyx.

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Julia Lindner
Estadao Conteudo
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