Eleições 2020

Em entrevista, Ubaldo Martins fala sobre sua pré-candidatura a prefeito em Bom Jesus do Norte

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O AQUINOTICIAS.COM dá sequência à série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeitos do Sul do Espírito Santo. Essa é uma oportunidade que o maior portal de notícias da região está dando para os que pretendem disputar as eleições 2020 possam apresentar suas ideias e propostas aos eleitores.

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O entrevistado da vez é o veterano na política de Bom Jesus do Norte, Ubaldo Martins de Souza (PP), onde foi prefeito por quatro mandatos. O ex-prefeito fala sobre suas propostas e divergências com o atual prefeito, Marquinhos Messias (PSD), que é seu sobrinho e teve seu apoio nas últimas eleições.

Confira a entrevista!

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Quem é o pré-candidato Ubaldo Martins?

Sou Ubaldo Martins de Souza, tenho 62 anos, agropecuarista, casado com Marilane Gripp Vargas Martins, e tenho três filhos, Ramon, Bráulio e Rithielli.

Que razões levaram você a colocar seu nome à disposição para disputar a Prefeitura?

Sou pré-candidato a Prefeito movido por lideranças que nos ajudaram a governar por quatro mandatos e por uma parcela significativa da população mais pobre, humilde e vulnerável que sonham com o retorno de uma gestão democrática, desenvolvimentista e inclusivista.

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Como estão as articulações para viabilizar sua candidatura a prefeito?

Temos um relacionamento de muito respeito e carinho com todos os segmentos sociais a nível municipal e estadual. Após exercer o mandato de prefeito por quatro vezes, é natural que essa pré-candidatura nasça com o apoio de muitos que pactuaram e pactuam com aquele modelo de gestão, onde a inclusão social é o tema central.

Se o seu nome for homologado pela convenção do seu partido, quais as principais propostas que levará ao eleitor?

Sabemos que entre as propostas dos candidatos e o exercício de governança existe, em muitos casos, um abismo. Vencer uma eleição não é o suficiente, é primordial que ao exercer o mandato, o faça dentro do que foi proposto quando candidato.

No nosso caso, a população já nos conhece como gestor, conhece nossos defeitos que são muitos, conhece nossos méritos e acertos e nossa retidão de caráter e consequentemente tem de antemão a segurança que não serão surpreendidos com gestões centralizadoras, antidemocráticas e desassociadas dos reais interesses do coletivismo.

De onde sairão os recursos para colocar em prática suas propostas?

Os recursos, acredito que se refere a recursos financeiros, sairão das fontes legais e constitucionais, mesmo porque a compra ou tentativa de compra de votos é a prática mais condenável e espúria na atividade política, e legalista que sou, acredito que o Mistério Público e a Justiça Eleitoral farão seu trabalho, combatendo essa prática e também uma outra mais recente que são as fake News, práticas que atentam criminosamente contra a Constituição e a legislação em vigor.

Qual o perfil ideal do vice para compor sua chapa?

Estarei sempre ouvindo os companheiros na oportunidade de escolha do vice. No meu ponto de vista, o vice deve compor a chapa de forma a torná-la a mais ampla possível no que tange a representação popular.

O que o leva a acreditar que poderá vencer as eleições deste ano?

Isso é relativo. Quando entras em um processo eleitoral, deves, na minha humilde opinião, estar preparado para vencer ou perder, isso é da democracia, e devemos preservá-la a todo custo.

Disputei quatro eleições para prefeito, a população deu a mim e, principalmente as minhas propostas e projetos, êxito em todas elas. Essa será uma eleição diferente, como todas são. Mas no meu caso é bem provável que tenhamos êxito em todos os sentidos. Mesmo no sentido de fortalecimento do debate, queremos apresentar um projeto de desenvolvimento municipal, que vá muito além do tradicional plano de governo que é obrigatório pela legislação.

Como você vê a sua cidade, atualmente?

Quando passamos o cargo de prefeito, em 31 de dezembro de 2016, entregamos o município, mesmo com o País passando por sua pior crise econômica, financeira e política, como a cidade do Espírito Santo que mais entregava resultado em investimentos nas áreas da saúde, educação e saneamento básico, e a terceira no Brasil. Ou seja, éramos medalha de ouro no ES e bronze no Brasil. Isso não é qualquer coisa, afinal o Brasil possui quase seis mil cidades.

Para o leitor, que hoje está muito suscetível às fake news, basta entrar no Google e pesquisar o seguinte termo: “cidades brasileiras em entregam mais investimentos em saúde, educação e saneamento em 2016.”

Essa pesquisa foi feita e será novamente realizada em setembro deste ano pela instituição de pesquisa brasileira. Talvez seja a de maior credibilidade nacional, pois é feita pelo Instituto Datafolha e divulgada por um dos mais notórios órgãos de imprensa do País, o jornal Folha de São Paulo.

Digo sem nenhuma satisfação que a atual gestão trilha por um caminho inverso.

Qual será o maior desafio para o próximo gestor, no seu ponto de vista?

Sem nenhuma dúvida, o grande desafio é a inclusão social, criar novas políticas públicas voltadas para os mais pobres, mais necessitados, vulneráveis e que estão à margem do desenvolvimento econômico no Brasil.

Somos o país com uma das piores distribuições de renda do mundo e um gestor que não seja sensível a isso, certamente no lugar do coração tem uma pedra.

Se eleito, como vai lidar com o Poder Legislativo?

Como sempre lidei nós quarto mandatos anteriores, em consonância com os preceitos constitucionais, um relacionamento independente e harmônico, respeitando sempre o Legislativo, também eleito pela população, e vale lembrar a importância deste poder constituído, afinal é o único poder colegiado nos municípios de todo o País.

O senhor é de um família tradicional na política, já foi prefeito e teve o atual gestor da cidade como vice. Por que disputar contra um ente da sua própria família?

Absolutamente, não misturo relacionamento familiar com relacionamento político, sei muito bem separar as coisas. Política boa e séria é voltada para o conjunto da sociedade e não para grupos familiares e com todo respeito, o atual gestor, apesar de eu ter dado minha parcela de contribuição para sua eleição, me escolheu como adversário desde o momento da posse, minutos antes de lhe passar o cargo no prédio da Prefeitura. Foi a opção dele, e eu respeito.

O senhor está em um partido da base do Governo do Estado, o Progressista, do secretário Marcus Vicente. O seu oponente também está em um partido da mesma base. Qual dos dois terá, de fato, apoio do governador nessas eleições em Bom Jesus do Norte?                                    

Sou da base como muitos outros companheiros no ES são com o governador Renato Casagrande, liderança com a qual pactuo de seus mesmos ideais. Somos companheiros no campo progressista e o secretário da Sedurb e presidente do Progressista no ES, Marcus Vicente, também é meu amigo já há muitos anos. É motivo de orgulho para mim hoje estar filiado ao Progressista e quero deixar aqui meus agradecimentos ao partido que defendi por muitos anos que é o PDT, pelo qual continuo nutrindo o mesmo carinho, assim como seu presidente no ES. Obrigado pela confiança e respeito por todos esses anos presidente Sérgio Vidigal.

O senhor vai disputar contra seu sobrinho, como fica as relações familiares com essa disputa política?

Como disse, sei separar os dois lados, o familiar e o político. Durante 24 anos tive a companhia política de meu irmão Umberto. Estivemos juntos por sete eleições municipais. Como disse anteriormente, a opção pela cisão política partiu do atual prefeito e eu respeito.

No que tange ao relacionamento familiar, contínuo Amando-os da mesma forma. Politicamente, sempre divergimos em muitas questões, o que é natural. Mas sempre contornei essas diferenças de opiniões com habilidade, humildade e espírito democrático, todavia ao “pegar a caneta” o atual prefeito priorizou as diferenças e não quis contemporizar, preferiu o rompimento e essa opção dele, como disse, respeito, é direito dele escolher os companheiros e eleger os adversários.

Agradeço muitíssimo ao Grupo Folha do Caparaó pela iniciativa, afinal é um dos mais importantes órgãos de comunicação do Estado.

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