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Jovens de Cachoeiro realizam o sonho de cursar medicina na Rússia

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Enquanto uma prepara as malas para embarcar com destino à Rússia nas próximas semanas, a outra organiza tudo para voltar ao Brasil com o diploma em mãos. As histórias de Camille Rezende Sartorio e de Kellen Garbelotto se cruzam em vários pontos: ambas são moradoras de Cachoeiro do Itapemirim, apaixonadas pela medicina e buscaram o sonho da graduação em outro país. Mais precisamente na Universidade Médica Estatal de Kursk (KSMU), em Kursk, a 532 km ao sul de Moscou.

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Aos 17 anos, Camille começa a dar os primeiros passos para se tornar médica. A jovem foi aprovada no processo seletivo da Aliança Russa, representante oficial das universidades russas no Brasil, e conquistou uma vaga na KSMU, uma das melhores do país e líder no ensino em língua inglesa. Ao lado de outros brasileiros ela viaja em fevereiro para ingressar no primeiro ano do curso. Mesmo ansiosa, Camille afirma estar preparada para a nova fase. “Claro que estou com um frio na barriga, mas é uma questão de costume. Acredito que, com o tempo, estarei bem adaptada. Também tenho visto os conteúdos nas redes socais da Aliança para saber mais sobre a vida em Kursk. Há um número considerável de brasileiros por lá”, destaca.

A jovem afirma que pretende voltar ao Brasil depois do término das aulas. Camille quer prestar o Revalida, principal sistema de revalidação para os cursos de medicina, para depois, quem sabe, retornar à Europa.

 

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Cachoeirense formada

Todas as sensações pelas quais Camille está passando já foram vividas por Kellen, que acaba de se graduar em medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk. “O curso me permitiu crescer profissional e pessoalmente. Aprendi a ter responsabilidades e me adaptar em um país com cultura diferente”, conta. Logo no início dos estudos, a aluna se interessou pela reumatologia, área que pretende seguir carreira, mas não sabe ainda se no Brasil ou no exterior. “Estou aberta às possibilidades e oportunidades. Vou deixar as coisas fluírem normalmente para tomar a decisão certa”, afirma.

Os seis anos de Kellen na Rússia foram focados nos estudos e a aluna aproveita para deixar um recado para os novatos. “É necessário ter coragem para enfrentar novos desafios e se adaptar às situações. Como estamos distantes, também é importante se acostumar a ficar longe da família”, finaliza.

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Baixo custo

Cursar medicina na Rússia é um ótimo investimento. Isso porque o governo local subsidia os alunos estrangeiros que vão para o país estudar, o que diminui consideravelmente os custos. O semestre sai por aproximadamente US$ 3100 (cerca de R$ 2.166 por mês, considerando o câmbio do dia 28 de janeiro. O valor é fixo até o aluno se formar), incluindo hospedagem e seguro médico. Valor muito inferior ao cobrado no Brasil.

Ao voltar para o país, o estudante submete o diploma ao processo de reconhecimento em uma universidade brasileira, o Revalida, que é um procedimento padrão para qualquer aluno que faça graduação em centros de ensino estrangeiros. Cerca de 80% dos estudantes obtêm o registro no Conselho Regional de Medicina no mesmo ano em que chegam.

No total, mais de 100 médicos brasileiros já se graduaram pela Instituição e agora atuam em hospitais e clínicas nos quatro cantos do país. Outros 500 estudam atualmente medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk.

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