Economia

Bolsonaro diz que Brasil pode rever ação por subsídio ao açúcar contra Índia

COMPARTILHE
18
Advertisement
Advertisement

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, 25, que pode rever a ação que o Brasil move contra a Índia na Organização Mundial do Comércio (OMC) por conta de subsídios à produção e exportação de açúcar. A declaração foi dada após uma reunião com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi na capital indiana.

Brasil tem quarta gasolina mais cara da América do Sul, mostra ranking

O Brasil tem a quarta gasolina mais cara da América do Sul, segundo...

Balança comercial tem superávit de US$ 520 milhões na 3ª semana de fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 520 milhões na terceira semana...

Índice da indústria da construção fica em nível que mostra queda na atividade

O Índice de Atividade da Indústria da Construção ficou em 47,5 pontos em janeiro,...

No encontro que tiveram, o primeiro-ministro pediu ao Brasil para que retire a ação referente ao açúcar e recebeu um aceno positivo. Questionado por jornalistas sobre o tema, Bolsonaro respondeu que fará o possível para atender ao pedido. “Ele me disse que o açúcar comercializado para fora equivale a 2% do montante. Isso é pequeno. Pedi para o Ernesto Araújo (ministro das Relações Exteriores) a possibilidade de rever essa posição do Brasil”.

O presidente disse que o Brasil não vai exigir nada em contrapartida, mas ressaltou que seria importante que a Índia aumentasse sua produção de etanol. “O etanol… essa tecnologia nossa vindo pra cá, eles querem isso aí, acaba nos favorecendo também. Daí produz menos açúcar aqui, ajuda a equilibrar o mercado e é um sinal de aproximação com a Índia muito forte”.

Advertisement
Advertisement
Continua depois da publicidade

Brasil, Austrália e Guatemala pediram a abertura de um painel da OMC para analisar os subsídios do governo indiano para produção e exportação de açúcar. O contencioso foi iniciado em fevereiro de 2019 e o Brasil apresentou seu pedido para o estabelecimento de um painel em julho de 2019, tudo já durante a gestão de Bolsonaro.

O governo brasileiro argumentou, na ocasião, que as políticas indianas geraram prejuízos aos agricultores do Brasil, ao ajudar a derrubar as cotações do produto. O Itamaraty alegou, entre outras coisas, que a Índia quase dobrou o preço mínimo a ser pago pela cana-de-açúcar desde a safra 2010/11. Há poucos dias, já em 2020, Brasília apresentou, segundo matéria do jornal Valor, sua primeira petição com argumentos contra os programas de subsídios indianos.

Bolsonaro está na Índia desde sexta, onde está a convite de Modi para participar como convidado do Dia da República da Índia, no domingo. No sábado, ele se reuniu com o primeiro-ministro e com altas autoridades do governo indiano. Foram formalizados 15 atos para facilitar o comércio, os investimentos e a cooperação entre os dois países.

Na visita, tanto autoridades do governo indiano quanto do brasileiro enfatizam o potencial de comércio e atração de investimentos entre os dois países. Em 2019, o intercâmbio comercial entre Brasil e Índia foi de US$ 7,5 bilhões.

Paulo Beraldo, enviado especial
Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement