Economia

Bolsa vira no fim e fecha em alta de 0,26%, aos 117.632,40 pontos

COMPARTILHE
12
Advertisement
Advertisement

O Ibovespa ensaiou depois das 16h uma acentuação do ajuste negativo, em linha com a perda de fôlego em Nova York, especialmente do Dow Jones, que concentra ações do setor industrial e com exposição a exportações. Mas o fluxo acabou segurando o principal índice da B3, que passou a subir levemente na hora final de negócios, para fechar o dia aos 117.632,40 pontos, em alta de 0,26%, tendo oscilado entre mínima de 116.609,75 e máxima de 117.705,16 pontos ao longo da sessão.

Continua depois da publicidade

Em NY, os três índices se dividiram entre leves ganhos e perdas. Mais cedo, o índice blue chip de Nova York era impulsionado pela expectativa para o acordo EUA-China e pelo início, em geral positivo, da temporada de balanços. A perda de força decorreu de notícia da Bloomberg TV, que reportou que as tarifas dos EUA sobre a China devem permanecer em vigor até depois das eleições americanas de novembro, apesar do acordo inicial entre os dois países, que deve ser assinado amanhã. Por outro lado, a temporada de balanços em Wall Street começou de forma positiva nesta terça-feira, 14, com números acima do esperado para os bancos JPMorgan e Citi.

Por volta das 16h30, sem direção única em NY, o principal índice da B3 voltava a limitar as perdas, para fechar o dia em alta moderada, após ter interrompido, no dia anterior, uma série negativa de seis pregões. Encadeando a segunda sessão de retomada, o Ibovespa preservou a linha de 117 mil pontos, acumulando até aqui ganho de 1,72% no mês e de 1,84% na semana. O giro financeiro foi de R$ 21,1 bilhões, em linha com as últimas sessões, nas quais o volume tem superado R$ 20 bilhões.

Advertisement

“O dia era quase de zero a zero, com o mercado aguardando algumas entregas, entre elas a do que o Copom fará em fevereiro, se cortará ou não os juros”, disse o economista-chefe da Necton, André Perfeito. Hoje, após a queda, na margem, observada na atividade de serviços em novembro, a curva de juros se moveu um pouco para baixo, com o mercado ainda dividido quanto ao que o Comitê de Política Monetária anunciará ao final da reunião, no dia 5.

Continua depois da publicidade

Para Perfeito, a leitura de amanhã sobre o varejo pode ajudar o mercado a ter um pouco mais de clareza sobre o próximo passo da política monetária. Ele observa que o Ibovespa mantém o viés positivo para o ano, mas continuará a ser carregado pelo investidor doméstico, em meio à indução proporcionada por juros em mínimas históricas.

Caso se confirme a recuperação dos lucros das empresas brasileiras esperada para o ano, a razão PL das ações tende a cair, reforçando o apelo por compras, com novos pontos de entrada. “Quando os preços caem, o investidor doméstico continua entrando, o que tem impedido uma realização maior. Então, o Ibovespa segue nesse padrão determinado pelo fluxo, com o doméstico comprando, em razão de juros mais baixos por aqui, e o estrangeiro ainda vendendo”, aponta um operador, mencionando pessoas físicas, fundos mútuos e mesmo fundos de pensão mostrando interesse por aquisições nos primeiros dias do ano. “A renda fixa deixou de ser uma opção, todos precisarão se adaptar”, acrescenta.

Luís Eduardo Leal
Estadao Conteudo
Copyright © 2020 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.