Segurança

Mãe e filha pagaram R$ 1,5 mil para pistoleiros darem 'susto' em agricultora morta em Vargem Alta

COMPARTILHE
Reprodução Facebook
11802
Advertisement
Advertisement

Sulamita Almeida e sua filha Flávia Almeida, suspeitas de serem as mandantes da morte da agricultora Thamires Lorençoni Mendes, de 26 anos, no último dia 30 de novembro, em Vargem Alta, foram ouvidas na tarde desta quinta-feira (12), pelo delegado Rafael Amaral Ferreira. Elas prestaram depoimento no Centro de Detenção Provisória Feminino de Cachoeiro de Itapemirim, onde estão reclusas.

Continua depois da publicidade

Segundo José Carlos da Silva, advogado de Sula e Flávia, a intenção era apenas dar um ‘susto’ na vítima, mas o criminoso contratado por R$ 1,5 mil acabou matando Thamires com três tiros.

Em depoimento, Flávia, de 18 anos, contou que era apaixonada pelo marido da vítima, de 27 anos, seu irmão de criação, e que mantinha um relacionamento com ele desde os 13 anos, e que continuaram juntos mesmo depois dele ter se casado com Thamires.

Segundo o advogado, Flávia e Thamires não tinham boa convivência. Os desentendimentos entre as duas passaram a aumentar quando o marido da vítima decidiu comprar uma casa embaixo da residência do pai, em Vila Maria, e estava reformando o imóvel. Thamires não concordava, mas aceitou.

Continua depois da publicidade

Flávia passou a comentar com a mãe que ‘queria desistir de tudo’, deixando claro o desejo de tirar a própria vida, já que a promessa de ficarem juntos nunca aconteceu, e ela não suportaria ver o casal morando embaixo de sua casa.

Ainda segundo José Carlos, mesmo vivendo com Thamires, Flávia contou que o irmão de criação a proibia de se relacionar com outros rapazes e que ela aceitava a relação por acreditar de que um dia assumiriam o namoro.

A mãe, então, junto com a filha, tramou uma emboscada para dar um ‘susto’ em Thamires, segundo a defesa, mas a Polícia Civil não descarta a possibilidade de que a morte da agricultora tenha sido encomendada. Thamires deixou três filhos; duas meninas de 6 e 7 anos de outro relacionamento e um menino de 2, do atual casamento.

Advertisement
Continua depois da publicidade

O delegado do caso, Rafael Amaral, preferiu não revelar detalhes sobre o caso, para não atrapalhar as investigações. Os envolvidos continuam foragidos, mas já foram identificados.

 

 

 

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.