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A vida de um quadrinista iniciante no Artist’s Alley

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Há dois anos, Renato Dalmaso era gerente de uma loja e apenas desenhava por diversão. Aos 35 anos, decidiu largar o emprego e se arriscar no mundo dos quadrinhos. Agora, ele está na CCXP vendendo e autografando sua obra de estreia, O Elísio, lançado pela editora Avec.

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“Esse projeto me atormentava desde 2012”, conta ele à reportagem. “Sempre quis fazer uma história de guerra, mas também queria falar sobre o Brasil.”

O Elísio narra a saga verdadeira de Eliseu de Oliveira, pracinha brasileiro que combateu durante a 2.ª Guerra Mundial e foi capturado pelo exército nazista na Itália, tendo sobrevivido à tortura. Morto em 2012, o soldado inspirou uma monografia que Dalmaso usou para compor sua graphic novel.

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Para participar da CCXP, o quadrinista precisou não apenas passar por um processo seletivo que filtrou as milhares de inscrições para o evento, mas pagar R$ 450 por um espaço no Artists’ Alley, onde os autores de HQs podem exibir seu trabalho e vender suas obras. (Cada mesa, que pode ser dividida por mais de um artista, custa R$ 900.)

“Faz sentido participar da CCXP como autor iniciante desde que você faça um marketing da sua obra com antecedência”, explica ele, que enviou seu trabalho para diversos críticos e obteve resenhas positivas antes de ir ao evento. “Ninguém me conhece, mas a maior parte das pessoas que vieram comprar meu quadrinho havia lido alguma resenha”, acrescenta.

Na tarde do sábado, terceiro dia de evento, Dalmaso já havia vendido 120 de seus livros, o que fez sua participação compensar a falta de auxílio para alimentação dos artistas e o estacionamento de R$ 50.

O quadrinista conta que teve parentes que lutaram no conflito, mas suas principais inspirações vieram de outros autores, mais especificamente de Ás Inimigo, de George Pratt, além de trabalhos de Alex Ross e Alex Raymond, que influenciaram bastante sua arte aquarelada.

Agora, Dalmaso está preparando um novo quadrinho para 2020, e pretende voltar à CCXP na edição do ano que vem. “Valeu muito a pena.”

Frank Miller

Lenda dos quadrinhos, o americano deu uma entrevista coletiva ao lado do brasileiro Rafael Grampá, com quem desenhou a nova edição do seu icônico Batman, The Dark Knight Returns: The Golden Child, a sair nos EUA no dia 11. “Uma história boa é uma boa história, independente de como você for contar. O Cavaleiro das Trevas sempre se relacionou com política, desde a época do Ronald Reagan. Isso é parte do personagem. É uma paródia política. E a gente se diverte com isso. Quem se afeta é justamente quem deveria ser afetado”, disse Miller. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

André Cáceres e Guilherme Sobota
Estadao Conteudo
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