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'A DC me deixa brincar com seus brinquedos'

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A artista Joelle Jones tem apenas 39 anos, mas já deixou uma importante marca no mundo dos quadrinhos: em 2018, tornou-se a primeira mulher a desenhar duas edições seguidas da série principal do Batman. Esse feito demonstra sua relevância dentro da DC Comics, mas também é uma evidência óbvia da disparidade de gêneros na indústria do entretenimento.

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“Eu sinto que as coisas estão lentamente começando a se equilibrar”, analisa Jones, que é uma das atrações internacionais da 6ª edição da CCXP, em entrevista ao Estado. “Hoje há menos foco no seu gênero e mais foco em bons trabalhos. Se você for boa e cumprir prazos, independentemente do seu gênero, você vai se dar bem”, acrescenta ela.

Atualmente responsável pela Mulher-Gato na DC, Joelle Jones despontou no mundo dos quadrinhos com Lady Killer, que narra a história de Josie, uma dona de casa dos anos 1960 que secretamente é uma matadora de aluguel. “Josie parece ser a dona de casa perfeita na superfície, mas ela é muito mais do que isso. Com a Mulher-Gato ocorre exatamente o mesmo. Contradição e subversão de expectativas são conceitos realmente interessantes para mim”, afirma a artista.

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Diferentemente de outros ilustradores, Jones não começou sua trajetória já nos quadrinhos, mas, sim, com aulas de arte. “Acho que é tudo sobre composição. Não importa o que você está fazendo. E a pintura me deu uma abordagem bastante pragmática para atacar uma obra. Criar algo que contenha profundidade e camadas”, comenta ela sobre sua formação acadêmica.

A quadrinista também falou de como se sente ao retratar nas páginas uma personagem que já tem tamanha tradição, como a Mulher-Gato: “Essencialmente alguém está me deixando brincar com seus brinquedos, a DC no caso. Sempre senti que poderia contar uma história muito interessante se tivesse a chance.

Mas trabalhar com uma personagem que tem uma história tão rica também vem com muita responsabilidade. Você não pode simplesmente fazer o que bem entender”.

Para ela, essa tarefa é muito diferente de como foi criar uma história do zero, com sua dona de casa assassina Josie. “Eu basicamente tenho a custódia da Mulher-Gato. É muito divertido trabalhar em algo que tem determinados perímetros, obriga você a ser criativa. Com Lady Killer, não há parâmetro exceto os que eu defini. Isso é bom e ruim. Eu amo criar um mundo que completamente o meu e poder ditar as regras para a personagem. O céu é o limite. Mas, quando você tem esse nível de liberdade, você realmente deve se policiar para não perder o controle.”

Hoje, 7, Joelle Jones ministrará uma oficina de roteiro e arte na CCXP. A masterclass será realizada no Auditório Prime, às 12h, e a artista dará detalhes sobre seu processo criativo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

André Cáceres
Estadao Conteudo
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