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Margot e sua nova versão de Arlequina

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Margot Robbie foi triunfal no painel da Warner, na quinta-feira, sobre Aves de Rapina. Acompanhada pela diretora Cathy Yan e por colegas de elenco (Mary Elizabeth Winstead, Rosie Perez, etc.), ela veio apresentar o longa ‘da Arlequina’ na CCXP. Na sexta, 6, deu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo num hotel de luxo da região de Panamby, junto ao exuberante Parque Burle Marx.

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O filme estreia em 6 de fevereiro. Mais duas semanas e o Brasil inteiro estará entregue aos festejos de Momo. Carnaval! “Eu sei, deveria voltar”, diz Margot. E acrescenta: “Estive aqui anos atrás, numa viagem pessoal. Diverti-me muito”.

Em Aves de Rapina, Margot retoma a personagem dos comics que interpretou em Esquadrão Suicida, de David Ayer, há três anos. Embora tivesse mulheres fortes (a Arlequina de Margot, as personagens de Viola Davis, Cara Delevingne e Karen Fukuhara), o filme era predominantemente masculino, e não vingou. Mas Margot formava uma dupla bem dinâmica com o Coringa de Jared Leto. “Éramos um casal disfuncional, mas divertido”, ela define. “Adorei trabalhar com Jared, ele vai fundo no papel, se compromete, e eu gosto disso.”

Na volta de Arlequina, tudo mudou, a começar pela direção, entregue a uma mulher – Cathy Yan. Jovem e bela, ela dirigiu anteriormente Dead Pigs em Shangai. Faz uma estreia que parece muito auspiciosa – pelo trailer, verifique – no cinema de ação (e blockbuster). Arlequina e Coringa chegaram ao fim da linha e ela inicia nova fase. Forma grupo de mulheres poderosas que, logo em seguida, está partindo para a luta para proteger uma garota.

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Ops! É uma frase do trailer – “Nunca chame uma mulher de garota. Chame até de vaca, mas não de garota.” Arlequina está botando para quebrar. Explica para a tal ‘jovem’ a origem de seu nome – Arlequim vive para servir, precisa de um amo e isso é tudo o que ela não quer. Boa deixa para perguntar – Margot teve uma ascensão meteórica em Hollywood. Em pouquíssimo tempo, cavou seu espaço, obteve reconhecimento e ganhou até indicação para o Oscar de melhor atriz – por Eu, Tônia, de Craig Gillespie. No início, talvez, ela tenha ficado um pouco à sombra de nomes mais consagrados, e de atores como Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese. Pode-se comparar a frase da personagem com a trajetória da atriz? “Entendo o que você quer dizer, e é verdade. Tenho hoje uma visibilidade muito maior, não me sinto à sombra de ninguém. Mas essa é só uma forma de encarar as coisas, porque o cinema é uma arte colaborativa e, como atriz, tudo o que não quero é me alçar a um posto em que fique sozinha. Gosto muito do diálogo, de interagir, e os melhores momentos no set são aqueles em que estou contracenando.”

No painel da CCXP, ela disse uma coisa interessante. Que se define como feminista, mas não acha que só mulheres o devam ser. Homens também podem. Como, Margot? “Não estou falando em ideologia feminista, o que é importante, mas em igualdade de gênero. Defendo que as mulheres devam ter as mesmas oportunidades e o mesmo reconhecimento que os homens. O mundo evoluiu muito e a indústria do cinema tem sido um espelho dessa mudança. Os filmes refletem esse novo movimento por igualdade de gênero. As mulheres não estão mais submissas, não somos objetos. E os homens estão se dando conta de que só terão a ganhar sendo parceiros nesse processo.”

No filme, Arlequina tem aquele porrete com que bate e arrebenta. Como foram as cenas de ação? “Dão trabalho, exigem muita preparação física, mas são divertidas. Batemos como mulheres empoderadas, não como homens.”

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Ainda o trailer – Margot tem seu momento Marilyn Monroe. Glamour e sensualidade. “Você viu?” A diretora explicou ao repórter que tem tudo a ver com a trama. “Marilyn cantava que os diamantes são os melhores amigos das mulheres, e os diamantes são parte decisiva da nossa trama, o que tornou legítima a referência.” E como foi para Margot esse momento Marilyn? “Também exigiu preparação, uma coreografia especial. Fiz com gosto. Marilyn é um ícone.” E Arlequina? “Não sei por que as pessoas gostam tanto dela.” O repórter explica – por sua causa, Margot.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Luiz Carlos Merten
Estadao Conteudo
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