Cachoeiro de Itapemirim

Dia do Músico: criatividade e sensibilidade dos que marcam a vida das pessoas

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Ray Charles disse certa vez que “a música é tão necessária quanto água e comida”. Uma das formas de expressão mais antigas de todos os tempos está presente no dia a dia de todas as pessoas, seja de forma consciente ou de forma inconsciente. Por isso, hoje é comemorado o Dia do Músico, data dedicada a homenagear àqueles que, com canções, marcam a humanidade.

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A Data é comemorada no mesmo Dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos, e bastante reconhecida pelos católicos no Brasil. Diz a lenda que, na noite de núpcias, Cecília recusou-se a perder a virgindade e cantou para o esposo a beleza de manter a castidade. O canto de Cecília convenceu Valeriano a manter a esposa virgem. Na verdade, o marido se emocionou tanto que decidiu se converter ao cristianismo e a sair da vida pagã.

Com o passar dos tempos a música foi evoluindo, dando origem a estilos e ritmos diferenciados. Além de promover o bem-estar e o desenvolvimento do raciocínio, a música tem papel importante no desenvolvimento da mente humana, comprovado através de estudos científicos. A maior parte das músicas está registrada em nossas memórias. Nada mais justo que uma data para homenagear os artistas que interpretam melodias e harmonias que encantam a todos há milhares de anos.

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Profissionais ou não, o Espírito Santo contabiliza centenas de músicos. Nomes de relevância no cenário nacional surgiram do nosso Estado. Entre eles, o filho mais ilustre de Cachoeiro de Itapemirim, considerado o ‘Rei’, Roberto Carlos, além de tantos outros reconhecidos no Brasil e exterior.

Por influência do seu pai, que também era músico, Michael Duarte Gonçalves, 33 anos, está no ramo há aproximadamente 22 anos, sendo 8 deles de forma profissional. Ele conta que a relação com a música se dá de uma forma inexplicável, sendo presente até nas coisas mais simples do dia a dia.

Michael trabalha na área administrativa de uma empresa e relata que para viver apenas da música teria que se moldar para o mercado e passar a tocar estilos que não gosta.

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“Hoje sou funcionário na área administrativa de uma empresa de transportes. Já pensei várias vezes em viver apenas de música. O que me faz não tentar é o fato de que aqui na região o estilo que eu toco, o rock, não é o mais consumido em bares, restaurantes e casas noturnas”, conta Michael.

Para fomentar o segmento do rock, o músico decidiu junto a outros três amigos, que por muito tempo tiveram banda juntos, abrir um bar para que os artistas locais pudessem apresentar seus trabalhos no local.

“Eu e o Bruno (amigo de infância e sócio) tínhamos a ideia do bar há muito tempo. Ele já tinha até o nome na cabeça. Em 2017, o projeto saiu do papel e juntamente com a vontade do Matheus (outro sócio) conseguimos construir o bar, e agora o local se tornou uma referência no cenário do rock na nossa cidade”, destaca Duarte.

15 anos de experiência em São Paulo

Regras dentro de casa fizeram com que Ícaro Carvalheiro, 33 anos, entrasse para o meio musical. A mãe obrigou ele, quando tinha 12 anos, e os irmãos a aprenderem um instrumento. Hoje, o músico, que toca saxofone, afirma que só tem a agradecer a sua genitora pela inserção dele no mundo da música.

A música acompanha Ícaro durante todo o dia, da hora que acorda até a hora de dormir. “Eu já acordo e escuto um som de manhã. Isso já vai me dar uma diretriz de como será o meu dia. A música de certa forma acaba moldando tudo. Se estou meio para baixo, coloco uma música animada, que vai me dar um “up”, explica.

O rapaz viveu de música durante 15 anos em São Paulo, e destaca que os desafios são diversos, principalmente no interior do Espírito Santo. O primeiro deles é a diferença de uma metrópole, com diversificada opções de lazer diariamente, para uma cidade de interior.

“Eu voltei para Cachoeiro há dois meses. Comecei trabalhando de operário aqui, mas em breve pretendo abrir um comércio. Enquanto isso não acontece, vou tentar trabalhar como motorista de aplicativo. Por aqui é bem difícil se manter apenas de música, mas já entrei em contato com outros músicos da região e em breve voltarei às atividades. É muito difícil ficar sem ter uma banda ou apenas tocar como freelancer”, brinca.

Outras vertentes que são diferenciais em uma metrópole, conta Ícaro, é a quantidade de casas de shows disponíveis e também o número de estúdios para gravação e ensaio, onde em muitos lugares funciona até como “ensaio aberto”, para que o público que frequenta o local possa acompanhar os ensaios das bandas in loco.

“Eu só tirei coisas positivas desses anos que morei em São Paulo. Toquei em várias casas de show e com alguns artistas de renome nacional. Conheci várias bandas e músicos muito competentes. Aprendi demais com os caras. Hoje, vejo que Cachoeiro de Itapemirim está no caminho certo, dando opções de estúdios e bares, em menores proporções, é claro. O cenário do Sul do Espírito Santo tem sido bastante forte para a música e acredito que está em crescimento”, conclui Ícaro.

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