Dólar tem nova alta e vai a R$ 4,19 com cautela antes de feriado prolongado

COMPARTILHE
16

O dólar teve novo dia de alta e seguiu no maior patamar desde 13 de setembro do ano passado, quando chegou a R$ 4,1999. Em dia marcado por prudência dos investidores por conta do feriado prolongado de Proclamação da República, mas com mercados no exterior funcionando na sexta-feira, 15, a moeda norte-americana subiu mais 0,18% e terminou o dia em R$ 4,1932.

Transforma Cachoeiro: mutirão no Bela Vista será no dia 21 deste mês

Dia 21 de dezembro é a nova data agendada, pela Prefeitura de Cachoeiro, para...

Homem é preso com 48 pedras de crack em Cachoeiro; suspeito traficava próximo a escola

Militares prenderam na tarde desta quarta-feira (11), no bairro Coronel Borges, em Cachoeiro de...

Empresa quer implantar fábrica de papel no Sul do Espírito Santo

Uma fábrica de papel deve ser implantada no Sul do Espírito Santo. O nome...

No mercado futuro, o dólar fechou em R$ 4,20. Na semana, a divisa acumulou valorização de 0,64% e no mês já avança 4,6%.

Profissionais de câmbio ressaltam que investidores preferiram se proteger nesta quinta-feira, 14, comprando dólares, pois o mercado ficará fechado nos próximos dias, com possibilidades de novidades nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, protestos no Chile e Hong Kong e ainda eventuais declarações do presidente norte-americano, Donald Trump.

Continua depois da publicidade

“O mercado vai ficar três dias fechado com o temor de eventos Chile, Bolívia, China”, ressalta o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagen.

A quinta-feira marcou a terceira alta seguida do dólar e, nos dez primeiros pregões de novembro, a moeda caiu em apenas dois. Por isso, se não houver surpresas negativas nos próximos dias, há chance de realização na segunda-feira.

Nesta quinta, o dólar seguiu em alta no Chile, mesmo com o início de um programa de intervenção do banco central chileno, de US$ 4 bilhões, por meio de ofertas de swaps.

O gestor da RB Investimentos, Daniel Linger, ressalta que uma combinação de fatores contribui para os investidores reforçarem a busca por hedge (proteção) no mercado brasileiro, pressionando o câmbio. Entre estes fatores, a piora do mercado chileno e, no ambiente doméstico, o cenário político mais incerto após a saída do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva da prisão e a decisão de Jair Bolsonaro de deixar o PSL.

Para os estrategistas do banco suíço UBS, o maior perdedor do ambiente de juros historicamente baixos no Brasil é o real. As taxas baixas barateiam operações de hedge para o investidor brasileiro e externo e ainda reduzem a atratividade de operações de “carry trade” – tomar crédito em país de juro baixo e aplicar em outro com juro alto.

Ultimamente, o México vinha sendo o preferido na América Latina para estas operações, mas com os juros em queda lá, também está ficando menos interessante. Nesta quinta, o banco central mexicano cortou novamente as taxas. O banco projeta o dólar terminando o ano em R$ 4,00 e, ao final do ano que vem, em R$ 3,95.

Altamiro Silva Junior
Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade