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Ginecologista fala de mitos e verdades sobre o câncer de mama

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O cuidado com a mulher envolve muito mais do que uma mera consulta de rotina com o ginecologista. Essa é só uma parte importante do cuidado com um ser tão delicado. A Drª Ana Carolina Almeida, ginecologista e obstetra que atende no Centro de Especialidades da Santa Casa de Misericórdia, respondeu algumas das dúvidas a respeito da saúde da mulher.

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Mas como deve ser a consulta?

Requer uma conversa detalhada (anamnese) para entendermos suas queixas e aflições. Associado a isso, utilizamos do exame físico para evidenciar alterações, palpar tumores em mama/abdome e colher material do colo uterino (exame de Papanicolau). Esse é um exame que busca identificar lesões no colo do útero, causadas pelo Papilomavírus humano (HPV) como o próprio câncer de colo e deve ser realizado anualmente a partir de um ano de vida sexual ativa.

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Para nos ajudar, utilizamos a mamografia de rastreamento, ou seja, um exame realizado para procurar alguma alteração e para isso a paciente não precisa estar sentindo algo. Está indicado para mulheres acima de 40 anos e deve ser realizado anualmente. Para aquelas que tenham um familiar de primeiro grau com história de câncer de mama jovem, esse exame deve ser adiantado e solicitado antes da idade preconizada.

Algumas “fake news” tem sido lançadas na mídia e redes sociais quanto a mamografia, dizendo que ela causa outros tipos de câncer e por isso deve ser substituída pela ultrassom mamária. Isso NÃO é uma verdade. A radiação emitida pelo exame é baixa, o exame é realizado 1 ou 2 vezes ao ano não sendo capaz então de gerar uma doença como o câncer que envolve muitos fatores para seu aparecimento. Além disso, devemos sempre considerar o risco x benefício, e nesse caso, o benefício em diagnosticar uma lesão de mama em seu estagio inicial, supera qualquer risco.

Quando está indicado realizar ultrassom mamária?

Este é um exame complementar à mamografia naquelas pacientes que possuem a mama com muitas glândulas, as chamadas mamas densas. Também é solicitado nas pacientes jovens quando detectada alguma alteração no exame físico.

E quem tem silicone?! Pode realizar a mamografia?

A resposta é SIM. A prótese mamária não exclui a realização periódica da mamografia. A diferença é que algumas manobras são utilizadas para que mais tecido mamário seja exposto ao exame. Nessas mulheres existe uma chance pequena de complicações que devem ser mencionadas antes da realização da mamografia, como por exemplo, a ruptura do silicone durante a realização do exame. Essa é uma complicação rara que não deve preocupar as usuárias de prótese, já que o benefício da mamografia é infinitamente maior.

Segundo a Drª Ana Carolina, algumas das recomendações citadas nesse artigo são diferentes do preconizado pelo Ministério da Saúde, porém baseadas em evidências do dia a dia que corroboram para sua realização desta forma.

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