Educação

Ufes suspende 1,1 mil bolsas após Governo Federal anunciar mais cortes na Educação

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O Governo Federal anunciou nesta semana o corte dos repasses feitos pelo Ministério da Educação (MEC) para instituições federais de todo o País. Com a medida, estudantes que recebem bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Programa Integrado de Bolsas (PIB) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico (CNPq) serão prejudicados.

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Por causa da medida, nessa terça-feira (3) a  Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) anunciou a suspensão de benefícios de 1,1 mil bolsas do PIB.

Em nota, a Ufes informou que em função dos cortes orçamentários impostos pelo Governo Federal às Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), a Administração Central foi obrigada a tomar a decisão de suspender as bolsas do Programa Integrado de Bolsas (PIB, que inclui as bolsas vinculadas aos Projetos Especiais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Paepe) I e II, à Iniciação Científica e à Extensão.

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Ainda na nota, a Ufes reafirma seu compromisso com os estudantes e diz que continuará “empenhada em negociar a recomposição do orçamento da universidade junto ao Governo Federal, de forma a retomar o programa, mas, que a medida não afeta o pagamento dos auxílios estudantis concedidos aos estudantes beneficiados pelo Programa de Assistência Estudantil da Ufes (Proaes)”.

Prejudicados

O corte do benefício afeta universitários e estudantes que usam o valor das bolsas de extensão para ajudar nas despesas de aluguel, transporte público e refeições.

Um exemplo é Nayara Donatti, de 21 anos. A jovem, natural de Vila Velha, cursa o oitavo período de Ciências Biologias na Ufes de Alegre e estava cotada para receber o benefício a partir deste mês pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico (CNPq).

“Estudo em Alegre mas terei que utilizar o laboratório do campus de Vitória para desenvolver o meu projeto, então, o dinheiro da bolsa (R$ 400), me ajudaria no transporte. Minhas idas e vindas serão semanais, é um gasto alto”.

A universitária conta que os custos com os estudos são bancados pelos pais, o que aperta ainda mais o orçamento da família. “Por não morar com meus pais, já tenho gastos com aluguel, contas e despesas de casa. Com as passagens, será um gasto ainda maior, o que pesa no bolso deles”.

Incertezas

Quem já atua como bolsista e também está apreensiva com os cortes é a estudante do oitavo período de Nutrição da Universidade Federal do Espírito Santo, campus de Alegre, Meiriéle Corrente Tavares, 21.

Filha de pai lavrador e de mãe que atua como agente comunitária de Saúde, Meiriéle diz que sem a ajuda da bolsa os pais não têm condições financeiras de mantê-la estudando. “Mesmo sendo numa universidade pública, nossa renda mensal só dá para o sustento familiar. Portanto, posso dizer com propriedade da importância das bolsas da Ufes como forma de manter a dimensão da pesquisa e extensão e acima de tudo de possibilitar que estudantes como eu tenham oportunidade de ter ajuda financeira para permanência na universidade”, explica a jovem.

Meiriéle também teme pela irmã Marcele, que estuda em outra instituição federal. “Ela ainda não conseguiu uma bolsa e possivelmente não mais conseguirá, dado os cortes com a Educação Pública e já estamos passando por muita dificuldade financeira, pois a bolsa de 400,00 é fundamental para nossas despesas de casa”, desabafa.

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