Política Regional

Erick Musso avalia gestão Casagrande e fala das ações da Assembleia Legislativa

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Em entrevista ao diretor do Grupo Folha do Caparaó, Elias Carvalho, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, avaliou a gestão Casagrande e falou das ações implementadas no Parlamento capixaba. Confira!

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Presidente, como a Assembleia tem atuado na área de inovação para se aproximar da população?

Nós assumimos uma Assembleia que estava, ainda, sem nenhum tipo de tecnologia e inovação. Então nós criamos uma plataforma de prestação de serviços à população capixaba, implantamos o Procon, Procuradoria da Mulher, que atende mulheres vítimas de violência familiar e doméstica e a Delegacia do Consumidor em nosso espaço. A Assembleia passou a emitir identidade de forma gratuita. Mas nós também criamos um polo de inovação de tecnologia e a Casa passou a ter o Ales Digital. Nos tornamos no ano de 2017 para 2018 a primeira Assembleia totalmente digital do Brasil e passamos a ser a mais transparente do nosso País. E avançamos mais, criamos outras plataformas para que nesse ano de 2019 pudéssemos estar mais conectados com tudo de mais moderno que tem no mundo.  Temos a inteligência artificial que está para ser lançada nos próximos meses. A Assembleia capixaba vai ser a primeira do Brasil a ter inteligência artificial. Para que a população entenda, a inteligência artificial é uma espécie da “Siri” da Apple, da “Joice” da Oi, da “Bia” do Bradesco e nós vamos ter nossa “Alezinha”. Uma secretária eletrônica, vamos dizer assim, que vai dar todas as informações para a pessoa que entrar no site da Assembleia em momento real.

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A Assembleia de São Paulo está vindo aqui no Espírito Santo buscar o Ales Digital para implantar lá. Somos exemplo para o Brasil. Então, assim, é avançar… trabalhar e continuar trabalhando porque eu tenho a convicção de que isso será uma melhor prestação de serviço para a população capixaba.

Presidente, todos esses projetos nascem de onde?

Equipe, né?! Ninguém faz nada sozinho. Eu tenho muitas ideias, mas tem uma equipe muito bacana, motivada e que coloca as coisas para rodar.

Como o senhor pensa em fazer a aproximação da Assembleia Legislativa com o interior do Espírito Santo?

Nós temos feito isso, tentando levar os serviços. Inauguramos a Sala do Vereador dentro da Assembleia, integrando o Poder Legislativo Estadual aos poderes legislativos municipais. Com toda estrutura, computador, com tudo para que o vereador tenha acolhimento e tenha um lugar onde possa fazer reuniões, petições e ofícios, estar integrado. A primeira aproximação que a Assembleia tem que fazer é com as câmaras municipais, que são os representantes legítimos dos municípios.  Nós queremos abrir um canal para que as Câmaras possam instalar a TV Câmara. E aí nós vamos interiorizando. Eu, nas minhas visitas e andanças, procuro conversar cara a cara com a sociedade capixaba levando o nome da Assembleia Legislativa.

O que o senhor diz sobre a situação da política nacional em relação aos atritos entre direita e esquerda?

Eu acho que os extremos esticando a corda é ruim para o País. Acho que a pauta do Congresso Nacional está pensando no Brasil. É um Poder Legislativo muito fortalecido sob a liderança do deputado Rodrigo Maia e do presidente Davi Alcolumbre, discutindo Previdência, discutindo reforma tributária que é uma matéria mais morosa e difícil de se debater. Então pra você convergir todo mundo no mesmo sentimento é um negócio um pouco mais complexo. Mas, o esticamento de corda entre direita e esquerda, dos extremos, é muito ruim para o País. Eu acho que as pautas são positivas, a equipe econômica do Brasil é muito boa, mas o presidente gosta de apagar fogo com gasolina. As falas dele são muito ríspidas em alguns pontos, mas eu acredito que nós não temos que nos atentar a isso, temos que estar de olho nas reformas, temos que estar atentos as pautas propositivas para o País e temos que estar atentos as pautas das parcerias público-privadas. Eu respeito quem pensa diferente. Mas, assim, eu acho que tem que ter um arrefecimento de ambas as partes. Vamos pensar no País? Meu saudoso avô dizia assim: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, né? Para podermos ter um equilíbrio, acho que a palavra no momento é equilíbrio.

Depois de oito meses, qual sua avaliação do governo Renato Casagrande?

O governo está com uma gestão fiscal equilibrada, que já vem de um longo tempo. Mas, ainda aguarda o cenário nacional para poder, efetivamente, aplicar as políticas públicas necessárias. O governador Renato Casagrande está com as ferramentas nas mãos. A Assembleia não lhe faltou naquilo que ele precisou para adquirir essas ferramentas, então nesses oito meses a Assembleia votou o Fundo Soberano, o Fundo da Infraestrutura, dois empréstimos do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), que deram ao Estado R$ 4 bilhões. Só esses quatro projetos: R$ 1,6 bilhão para o Parque das Baleias, R$ 1,3 bilhão do Fundo de Estrutura do BID, mais R$ 700 milhões na educação para reforma de creches, escolas e construções. Só nesses quatro projetos a Assembleia forneceu ao governador ferramentas para que ele pudesse ter capacidade de investimento até 2022. Porque do Parque das Baleias é R$ 1,6 bilhão, mas tem R$ 800 milhões ainda. Então vai entrando… Mas é um planejamento de R$ 4 bilhões em um Estado organizado, com suas contas em dia, com o fornecedor recebendo em dia e assim por diante. O que nós podemos fazer é aguardar e torcer para que o Estado avance e que dê certo. Porque dando certo, o Estado acaba dando certo para todos nós capixabas.

 

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