Internacional

Grupo de Lima e UE pedem sanções contra Venezuela, mas descartam ação militar

COMPARTILHE
10
Advertisement
Advertisement

O Grupo de Lima e a União Europeia afirmaram nesta segunda-feira que é imperioso conter a crise imigratória da Venezuela, que se faz sentir nos países da região, e argumentaram pela necessidade de provocar a queda do governo de Nicolás Maduro. Apesar disso, descartaram uma intervenção militar.

Documento da OMS diz que China atrasou liberação de informações da covid-19

A China atrasou a entrega de informações importantes sobre o novo coronavírus durante os...

EUA impõem sanções a quatro empresas por transporte de petróleo venezuelano

Os Estados Unidos impuseram nesta terça-feira, 2, sanções a quatro empresas que transportaram petróleo...

Trump pressiona prefeito de NY a convocar Força Nacional para conter protestos

O presidente norte-americano, Donald Trump, ampliou a pressão para que o prefeito de Nova...

“A crise dos refugiados e os imigrantes venezuelanos está passando a ser uma das maiores crises humanitárias de nossos tempos e sua magnitude representa grandes desafios para a região”, afirmou a UE por meio de seu Grupo de Contato Internacional para a Venezuela, que realizou uma reunião de nível ministerial em Nova York. “Calcula-se que 4,3 milhões de venezuelanos tenham ido majoritariamente para países vizinhos, que são os mais afetados pela crise”, disse a UE.

Simultaneamente, o Grupo de Lima, instaurado em 2017 para buscar uma saída pacífica para a crise, manteve uma sessão de consultas também em Nova York. No evento, o grupo reiterou “sua profunda preocupação pela gravidade da crise humanitária na Venezuela e pela dimensão do êxodo migratório…o que ultrapassa as capacidades para sua atenção e ressalta a necessidade de aumentar o apoio internacional, especialmente financeiro, para ajudar a imigração venezuelana nos países de acolhida para atender esta situação sem precedentes na região”.

Advertisement
Advertisement
Continua depois da publicidade

As duas reuniões precederam outra dos países do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), pacto segundo o qual um ataque armado contra uma nação é um ataque contra todas, o que gerou especulações de que se poderia contemplar uma ação militar na Venezuela. Tanto o Grupo de Lima como o GCI da UE descartaram uma intervenção. O mesmo foi feito por um graduado funcionário dos EUA que pediu anonimato. Segundo ele, seria “tolice” pensar que invocar o TIAR seria o “caminho para a guerra”.

Onze nações do Grupo de Lima – Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru – além do líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, expressaram disposição para “adotar novas sanções e outras medidas econômicas e políticas contra o regime de Maduro”. Fonte: Associated Press.

Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.