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Ressocialização: projeto garante trabalho para detentas na fazenda da Santa Casa de Cachoeiro

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Cinco detentas da Penitenciária Regional Feminina de Cachoeiro começaram a trabalhar na Fazenda da Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro. A iniciativa faz parte do projeto “Cuidar de Vidas”, desenvolvido pelo hospital, que tem como objetivo a ressocialização e a inclusão delas no mercado de trabalho.

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O início oficial das atividades aconteceu durante um evento que contou com a presença do Superintendente da Santa Casa, Pe. Evaldo Ferreira, a diretora do presídio, Leida Maria Ayres, além de representantes da pastoral Carcerária, Cáritas Diocesana e Sicoob Credirochas.

A iniciativa prevê, durante 12 meses, utilizar a mão de obra das detentas na produção de alimentos como hortifrutigranjeiros, ovos e carne. E esses alimentos mais saudáveis serão utilizados nas refeições para pacientes e funcionários do hospital.

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Salário

Cada detenta vai receber um salário mínimo por mês, sendo que 50% são destinados para a família e o restante vai para uma poupança que poderá ser sacado quando elas cumprirem a pena.

Além disso, a cada 15 dias suas famílias vão receber uma cesta básica dos produtos produzidos na horta da fazenda.

As despesas com o salário serão pagas graças a uma parceria da Santa Casa com o Sicoob Credirochas. O superintendente pe. Evaldo Ferreira frisou a importância do envolvimento de toda a sociedade nesse processo de inclusão e ressocialização dessas mulheres.

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“Essas detentas vão ter uma oportunidade de trabalhar, gerar renda, e ainda contribuir com sua mão de obra para produzir os alimentos para o hospital e também o lar dos idosos. E esse projeto não seria possível sem o apoio dos empresários do nosso município”.

Para o presidente do Sicoob Credirochas, Talles Machado, esse projeto está muito bem estruturado, iniciando com diretrizes e evidências de que tem tudo para dar certo.

“É um projeto bonito e com um objetivo muito positivo. Mexe com o coração da gente a oportunidade que as detentas estão recebendo. Nós vimos a alegria no rosto delas. É um projeto tem muita dedicação, muito estudo, planejamento e que vai trazer muitos pontos positivos. Nós estamos muito satisfeitos de poder contribuir e queremos parabenizar tanto o padre Evaldo como toda a sua diretoria por mais essa iniciativa”.

Capacitação

O administrador da Fazenda, Sergio Mariano, informou que a expectativa é de que a fazenda possa gerar uma economia de R$ 1 minhão por ano para o hospital. Ele reforçou ainda  importância da capacitação dessas mulheres.

“O fator primordial é fazer com que elas possam sair daqui com a garantia de que podem trabalhar em diversas áreas com apicultura, horticultura, avicultura e piscicultura”, declarou.

Além da oportunidade de trabalho, essas mulheres também terão acompanhamento psicopedagógico, técnico, jurídico, médico, social e espiritual, feito por agentes voluntários capacitados nestas respectivas áreas de atuação.

Ao final do processo, cada trabalhadora receberá um certificado emitido pela secretaria de Ensino e Pesquisa da Santa Casa, constando as horas trabalhadas em cada modalidade.

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