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No Dia do Cardiologista, médico alerta para doenças do coração

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No Dia do Cardiologista, celebrado nesta quarta-feira (14), o AQUINOTICIAS.COM conversou com o médico Luiz Bento Fernandes Coelho, cardiologista clínico há quase 40 anos. O especialista falou um pouco sobre as doenças cardiovasculares, que estão entre as que mais matam em todo mundo.

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Doutor Luiz Bento explica que escolheu a patologia porque tinha familiares com problemas cardíacos e afirma que a missão do cardiologista se torna cada vez mais evidente na formação da saúde pública tendo como base o aumento dos números de doentes cardíacos.

“As doenças cardíacas estão a cada dia mais aumentado, face ao envelhecimento da população e pelo tipo de vida que se tem levado, como o sedentarismo, o tipo de tensão que as pessoas são submetidas no trabalho. Hoje, a doença cardíaca é uma questão de saúde pública porque mata muito mais do que outras doenças graves”, afirma o médico.

Exames

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O cardiologista salienta que toda pessoa deve fazer exames simples periódicos, como por exemplo, aferição de pressão, diabetes, colesterol e sangue. Os resultados destes exames funcionam como alertas para outras doenças, entre elas, a cardíaca.

É preciso, dentro de cada rotina, exames que verifiquem a saúde do coração. A indicação é feita pelo médico especialista.

“Exames periódicos, de uma maneira geral, são os mais comuns e mais importantes. A partir de 35 anos, é muito importante que se faça o teste ergométrico, principalmente quando forem procurar uma atividade física. Mas em casos de doenças congênitas e adquiridas, graves ou não, deve-se fazer o acompanhamento médico”, explica Coelho.

Vida saudável

Que o sedentarismo, a obesidade, o cigarro e o álcool são gatilhos para um futuro problema cardíaco, todos sabem. A forma para se livrar deles, também. Atitudes simples como alimentação saudável, atividades físicas diárias e a redução do consumo de álcool e uso da nicotina podem retardar um infarto, por exemplo, no caso de uma pré-disposição, ou até mesmo evitar que aconteça.

“Mais importante do que os exames, são os hábitos saudáveis. Boa alimentação e atividades físicas são essenciais e podem ajudar na proteção do coração contra essas doenças. Alimentos gordurosos, sedentarismo, tabagismo e muitos outros fatores de riscos levam ao infarto, por exemplo”, ressalta o especialista.

Doença não escolhe idade

As enfermidades que atingem o coração acontecem por diversas causas. Há casos de infarto em jovens e até mesmo crianças. Isso acontece porque em alguns casos, são doenças congênitas, hereditárias e, principalmente, a falta de cuidado com a saúde do coração.

“Uma série de fatores levam à uma doença cardíaca. Já vi pacientes de vinte e poucos anos operar do coração. A doença cardíaca não escolhe idade. É importante cuidar da saúde desde muito jovem, evitando problemas futuros”, conta Dr. Luiz Bento.

Mortalidade

“Hoje em dia a média de mortalidade é muito mais baixa do que a anos atrás. A população está mais atenda, se cuidando mais. Atualmente há mais recursos, como o cateterismo cardíaco. Mais importante na redução da mortalidade é chegar o mais rápido no hospital. É como um incêndio, quanto mais cedo debelar o fogo, mais chance de vida o paciente tem”, pontua o cardiologista.

Sintomas

Normalmente, os problemas do coração apresentam sinais, que devem ser observados. Cansaço, falta de ar, dor no peito, principalmente dor no peito aos esforços. Sintomas aos esforços devem ser observados com atenção.

Infarto x parada cardíaca

A diferença do infarto para a parada cardíaca é que o infarto é uma oclusão de uma artéria coronária, ou seja, a morte daquela região. Parada cardíaca é a parada do coração por uma série de situações. A parada cardíaca é uma consequência de um infarto ou de outras patologias. Não quer dizer que a pessoa enfartou porque teve uma parada cardíaca, e pode estar ligada a diversos outros problemas de saúde.

Estresse: o inimigo do coração

A rotina pesada de trabalho também influencia na saúde do coração. O estresse é considerando, além do sedentarismo, um inimigo do coração.

“Sem dúvida que o stress no trabalho tem influência. A pressão psicológica, a competição, o medo de perder o emprego, tudo isso somado contribui para problemas cardíacos graves, podendo levar a consequências graves, ou, até mesmo a morte”, finalizou o especialista.

 

 

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