Economia

Europeus se dividem sobre risco ao Mercosul

COMPARTILHE
22
Advertisement
Advertisement

O Reino Unido uniu-se à Alemanha ontem ao criticar a decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de obstruir um acordo comercial entre a União Europeia e o grupo Mercosul dos países sul-americanos para pressionar o Brasil contra incêndios florestais – além de levar a questão à cúpula dos países ricos, o G-7, em Biarritz..

Ações da Eucatex, da família Maluf, vão a leilão para pagar cofres públicos de SP

Condenado por lavagem de dinheiro e preso em regime domiciliar, o ex-prefeito de São...

Grau de incerteza está no radar de economistas

O medo do impacto que a propagação do coronavírus continuará causando na economia tem...

Bolsas dos EUA têm pior semana desde 2008

As Bolsas dos Estados Unidos tiveram as maiores perdas em uma só semana desde...

Em uma declaração surpresa anteontem, Macron disse que havia decidido se opor ao acordo UE-Mercosul e acusou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de mentir quando minimizou as preocupações com as mudanças climáticas. Em sua chegada para a cúpula, ontem, Macron fez um apelo para que “todos os países ajudem o Brasil e outros países sul-americanos a combater os incêndios na Floresta Amazônica”. Neste sábado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, reforçou as críticas. “É difícil imaginar ratificação harmoniosa (do acordo) enquanto o Brasil permitir essa destruição.”

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, criticou essa postura, um dia depois de o escritório da chanceler alemã Angela Merkel ter feito o mesmo em Berlim. “Há todo tipo de pessoa que usará qualquer desculpa para interferir no comércio e frustrar acordos comerciais”, disse. Johnson afirmou, porém, temer a “irreversibilidade” da destruição florestal e prometeu “apoio aos brasileiros”. Na sexta, 23, um porta-voz de Angela Merkel disse que não concluir o acordo “não é a resposta apropriada para o que está acontecendo no Brasil agora”.

Advertisement
Advertisement
Continua depois da publicidade

Após o presidente Bolsonaro ver na intervenção de Macron uma intervenção indevida – e cogitar até chamar o embaixador francês para cobrar explicações -, o francês virou alvo de críticas do governo. O secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, usou suas redes sociais ontem para rechaçar “pitacos” e dizer que “Macron não consegue controlar o racismo nem o antissemitismo de seu país”. Seu colega de Meio Ambiente, Ricardo Salles, observou nas redes sociais que há mais fogo em Angola e Congo do que na Amazônia e citou possível interesse dos “ineficientes agricultores franceses”.

Com o telefonema anteontem de Donald Trump e do presidente Bolsonaro, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos indiquem, durante o G-7, que só aceitarão discutir os incêndios na região da floresta amazônica com a presença e participação do Brasil. Isso, segundo interlocutores do governo brasileiro, foi tratado na conversa entre os dois presidentes.

Protestos

Com Biarritz fechada para a cúpula do G-7, manifestantes antiglobalização e ambientalistas se reuniram em cidades na fronteira franco-espanhola para cobrar atenção à agenda ambiental. Houve confronto com tropas de segurança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Beatriz Bulla e Isadora Duarte, com agências internacionais
Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement