Espírito Santo

“O Governo do Estado está agindo como opressor das forças de segurança”, diz deputado Capitão Assumção

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O deputado estadual Capitão Assumção (PSL) ao utilizar, ontem, a tribuna na Assembleia Legislativa fez duras críticas ao governo de Renato Casagrande (PSB) e cobrou a valorização das forças de segurança do Espírito Santo.

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O parlamentar iniciou sua dizendo que o Estado estaria cometendo descaso com policiais e bombeiros militares.

“Não é possível que uma categoria tão importante como a da segurança pública possa ser tão depreciada. Nesse período (de seis meses) até agora, recebemos mensagens do governo para aprovar os projetos do Executivo, com a aprovação do Fundo Soberano, Fundo da Infraestrutura, e agora esses dois empréstimos (bilionário) do BID…Eu não entendo por que o governo não quer tratar com atenção aprimorada uma categoria que se destaca, que tem a determinação de lutar contra a criminalidade, num contexto em que ao longo de muitos anos o criminoso é privilegiado , onde muitas vezes o policial ainda está fazendo a ocorrência e o bandido já está indo embora”, disse Capitão Assumção.

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O deputado afirma que já ofereceu durante esse início de mandato sugestões ao governador para que ele possa enaltecer os policiais. “Que seja incorporando a escala especial, que faça paulatinamente. O Governo pode fazer essa incorporação dessa escala extra, de forma paulatina, gradual. Se fizer do dia para a noite não vai implicar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, afirma.

Assumção diz que há uma incoerência na gestão do governador Casagrande. “Queria compreender qual é essa dinâmica do governo. Na medida em que ele prega uma austeridade para conduzir o Estado e mantê-lo nota A, por que entra com dois pedidos de empréstimos? É algo que não entra muito na nossa cabeça, a matemática não fecha, a conta não fecha”, questiona.

Prato vazio

Assim como foi dito por alguns comandantes da Polícia Militar, entre eles o deputado estadual Coronel Alexandre Quintino, durante a greve da PM, em fevereiro de 2017, movimento que durou 21 dias e provocou caos na segurança pública, Capitão Assumção voltou a dizer que “o prato do policial está vazio”.

“Ser herói, só isso não está bastando, porque o prato do policial e do bombeiro está vazio, as contas estão vencendo”.

Críticas ao Banestes

O parlamentar também aproveitou a sessão da Ales para criticar o Banco do Espírito Santo (Banestes). Nós temos um banco capixaba que se encarrega de limpar os poucos centavos que restam para os trabalhadores da segurança pública. E eu venho denunciando isso constantemente. Esse banco, nocivo ao Estado, que se usa dessa condição de pertencer ao Governo, quando é conveniente, quando não é conveniente ele não é do Estado, não paga o rotativo do Banestes, uma causa já ganha na Justiça e que iria diminuir um pouco a pressão sobre os policiais civis, militares e bombeiros. Mas o Banestes usa desse jogo de mascaramento para não pagar nossos bravos e ainda vai usar de artifícios para aprisionar o policial e o bombeiro com esses empréstimos consignados. É uma covardia que o Banestes pratica. Mas isso não tira, não exime a responsabilidade que o Governo tem com essa categoria”, critica.

Polícia não estadual

Assumção disse que esteve em Brasília para tirar das mãos do Estado as polícias, para que o Governo Federal assuma a gestão.

“Fomos para tirar das mãos do Estado, do opressor, que está agindo com uma opressão em cima de uma categoria que defende o cidadão, para colocar nas mãos do Governo Federal as nossas categorias de segurança. Para que eles tenham a devida proteção social, ou que o governador dê aos policiais aquelas garantias que os trabalhadores celetistas têm. Eles precisam ter um diferencial. É por isso que estamos trazendo essa mensagem para o Governo”, contou.

Valorização

O deputado pediu que o governador Renato Casagrande seja mais sensível com as forças policiais e siga o exemplo do Governo de São Paulo que se posicionou a favor da polícia e prometeu a valorização da categoria.

“Que o Governo do ES se sensibilize, que possa criar uma expectativa para as polícias, como foi feito em SP, onde o governador disse que o policial e o bombeiros até o final do mandato terão um dos melhores salários do País. O ES não é Estado mais pobre da Federação, ele cresce acima da média desde a década de 80. Sempre esteve à frente. Deve ter algum problema com essa categoria, pois o reconhecimento nunca vem. Uma medalha e um título enaltece o trabalho, mas não paga as contas do servidor da segurança”, pede.

Escravos do Brasil

O Capitão ainda pediu que as categorias da segurança pública façam parte do planejamento do Estado. “Pedimos que o Governo elabore, dentro do seu plano de metas, planejamento estratégico, para que faça essa compensação, que reponha as perdas salariais para que os policiais comecem a respirar. Pois eles estão incluídos na última categoria de escravos do Brasil. Isso é inadmissível, pois eles fazem além do que poderiam fazer.

Atividade paralela

O parlamentar termina suas críticas ao Governo do Estado dizendo que os policiais ganhariam mais com atividades paralelas e considerou o trabalho efetivo para o Estado como uma espécie de “bico”.

“Seria fácil eu falar para o policial fazer suas atividades paralelas e utilizar a PM, a PC como atividade de ‘bico’. Mas, por responsabilidade é que eu chamo a atenção do Governo do Estado” para que crie expectativa, abrace a categoria. Isso é fundamental para a categoria que está se matando pela segurança pública capixaba”, finaliza Capitão Assumção.

 

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