Segurança

Mulher que matou enteado após 'ouvir vozes' em Cachoeiro começa a ser julgada

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Foto: Wanderson Amorim
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Está sendo julgada nesta quinta-feira (11) no Fórum Desembargador Horta de Araújo, em Cachoeiro de Itapemirim, Juliana Vicente Pereira, 29 anos, acusada de matar o enteado asfixiado em 2015. Na época a criança tinha três anos de idade.

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Dias após a morte do menino Samuel Macedo Neves, a madrasta da criança confessou que havia matado o enteado a pedido de ‘vozes ocultas’. O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na época, Guilherme Eugênio, afirmou que a motivação do crime, poderia estar ligada ao pagamento da pensão da criança, o que a deixava [Juliana] descontente em relação ao filho que tem com o pai de Samuel.

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O pai de Samuel, Eliú Rosa Neves, também foi preso por assumir os riscos de deixar o filho com a companheira, ciente das torturas que ela praticava contra o enteado, quando o menino ia para a casa do casal.

Samuel morava com a avó materna em Atílio Vivácqua e estava passando um período na casa do pai, no bairro Nova Brasília, em Cachoeiro. Os pais eram separados e, por autorização da Justiça, a criança passava alguns dias com o pai e a madrasta.

Para a polícia, Juliana havia contado versões diferentes sobre o caso, entre elas, que o menino havia se afogado em um balde,  mas o laudo cadavérico apontou diversas lesões na cabeça, nas costas e nos braços.

Samuel chegou a ser levado para o Hospital Infantil, mas morreu antes de ser atendido pelos médicos. A condenação de Juliana, deve sair no final da tarde desta quinta-feira (11).

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