Segurança

Condenada a 23 anos mulher que matou enteado ao "ouvir vozes" em Cachoeiro

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Com informações de Rafaela Thompson
Juliana Vicente Pereira, 29 anos, foi condenada a 24 anos, cinco meses e cinco dias de prisão pela morte do enteado Samuel Macedo Neves, de apenas três anos. A sentença foi proferida na tarde desta quinta-feira (11), em audiência no Fórum Desembargador Horta de Araújo. O crime aconteceu em 2015, em Cachoeiro de Itapemirim.

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Na época, dias após a morte do menino, a madrasta da criança confessou que havia matado o enteado a pedido de ‘vozes ocultas’. 

No julgamento, Juliana confessou o homicídio, mas negou os crimes de tortura contra a criança. Segundo o juiz, “a ré defendeu que não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do ato praticado. Mas os jurados não acolheram esse argumento”. 

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Juliana, que já está presa há quatro anos e cinco dias, cumprirá pena em regime fechado na Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI).

O pai da criança, Eliú Rosa Neves, que na época foi preso por assumir os riscos de deixar o filho com a companheira quando o menino ia para a casa do casal estava foragido, mas foi capturado em maio e ainda será julgado.

Motivação

O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na época, Guilherme Eugênio, afirmou que a motivação do crime, poderia estar ligada ao pagamento da pensão da criança, o que a deixava [Juliana] descontente em relação ao filho que tem com o pai de Samuel.

Samuel morava com a avó materna em Atílio Vivácqua e estava passando um período na casa do pai, no bairro Nova Brasília, em Cachoeiro. Os pais eram separados e, por autorização da Justiça, a criança passava alguns dias com o pai e a madrasta.

Para a polícia, Juliana havia contado versões diferentes sobre o caso, entre elas, que o menino havia se afogado em um balde,  mas o laudo cadavérico apontou diversas lesões na cabeça, nas costas e nos braços.

Samuel chegou a ser levado para o Hospital Infantil, mas morreu antes de ser atendido pelos médicos.

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