Agronegócio Regional

“Ação no Campo” multiplica terreiros de cimento no interior de Guaçuí

COMPARTILHE
112

Facilitar o trabalho dos produtores rurais e colaborar na melhoria da qualidade do café produzido em Guaçuí. Estes são alguns dos objetivos do programa “Ação no Campo”, da Prefeitura de Guaçuí, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semag), firmado pela Lei Municipal 4.200, de 28 de novembro de 2017.

Conheça os vencedores do Concurso de Café de Colatina

Foram conhecidos nesta quinta-feira (17), os vencedores do VIII Concurso de Qualidade do Café...

Setor cafeeiro capixaba está à beira de um colapso, afirmam entidades da classe

A crise no setor cafeeiro, que tem preocupado os sindicatos rurais e produtores de...

5º Concurso de Qualidade de Café de Iúna vai distribuir R$ 25 mil em prêmios

A Prefeitura de Iúna, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Agronegócios, vai...

O programa consiste no desconto do frete para o transporte de saibro usado na construção de terreiros de cimento nas propriedades rurais do município, numa parceria entre Prefeitura e produtores.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Atendimento ao Contribuinte (NAC), da Semag, José Luiz Moreira Souza, que está à frente do programa, a Prefeitura entra com o frete no transporte do saibro, que tem desconto de 20% a 60%. “Esse desconto depende de quanto o produtor guia (tira em Nota do Produtor Rural) e o tamanho da propriedade”, explica José Luiz, ressaltando que a emissão da nota é uma condição essencial para participar do programa.

Continua depois da publicidade

José Luiz conta que o programa “Ação no Campo” já atendeu 23 produtores rurais que construíram terreiros de cimento em suas propriedades. “Já foram transportadas 910 toneladas de saibro para propriedades. Além de possibilitar a melhoria da qualidade de café e, também, a secagem mais rápida de outros grãos, como feijão e milho, a construção dos terreiros movimenta o comércio com a compra de outros materiais necessários e gera emprego na contratação de mão de obra. Outro fator positivo é a economia para o município que não vai mais precisar utilizar maquinário para raspar terreiros de terra para os produtores”, destaca.

Um dos beneficiados pelo programa é o agricultor José Sebastião Faria de Carvalho, conhecido como “José Barreto”, 64 anos, que tem uma propriedade no Córrego Beija Flor, na região de Santo Antônio. Ele utilizou o saibro com desconto para construir dois terreiros: um maior, com 1.100 m², e outro com 480 m². Ele explica que sua propriedade fica num lugar frio, onde a colheita do café acontece entre agosto e setembro, um período mais chuvoso e o terreiro vai ajudar na secagem do grão. “Com o terreiro de terra, quando chove, são dois dias de sol, pelo menos, para secar o terreno, mas o terreiro de cimento, se chover, com meia hora de sol já seca”, afirma.

O agricultor destaca que foi muito fácil entrar no programa e o saibro chegou rápido em sua propriedade.

“Fazer esses dois terreiros foi muito bom pra mim que quero fazer um café com mais qualidade. O atendimento na Secretaria de Agricultura foi muito bom e muito mais rápido do que eu pensava. Gastei 10 caminhões de saibro para fazer os terreiros e tinha pedido menos, mas assim que avisei que iria precisar de mais saibro, achei que iria ficar com a obra parada, mas chegou muito rápido e não atrasou nada”, contou José Barreto.

Na mesma região de Santo Antônio, outras propriedades atendidas pertencem à família Salvatto, dos irmãos Adervino, João Hermes, Juanito e Adair, além do patriarca José Ariberto Salvatto, 77 anos. Numa delas foram construídos dois terreiros, sendo um com 850 m² e outro de 600 m². Neste último, foi feita, ainda, uma estufa, o que facilita ainda mais a secagem e ajuda na qualidade do café produzido.

Juanito Salvatto, 41 anos, diz que o programa “Ação no Campo” facilitou a compra do saibro e a família pretende construir mais terreiros. “Se não fosse essa iniciativa da Prefeitura em dar o desconto no frete do saibro seria praticamente impossível fazermos os terreiros, porque o que fica mais caro na obra é justamente o frete. Com esses terreiros podemos secar melhor e mais rápido o café, o que nos animou a plantar mais lavouras para produzir mais e com maior qualidade, além de valorizar nossas propriedades”, disse.

Para José Ariberto, que teve construído em sua propriedade um terreiro com 3.500 m², o programa ajudou muito o trabalho no campo e tornou o lugar melhor também para viver.

 

Publicidade