Economia

Bolsas de NY caem em meio a críticas à China, discursos do Fed e bancos

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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 16, repercutindo críticas feitas à China pela Casa Branca em comunicado à Organização Mundial do Comércio (OMC). Investidores também monitoraram discursos de vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), e repercutiram os balanços financeiros de grandes bancos americanos publicados hoje.

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O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,09%, a 27.335,63 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,34%, para 3.004,04 pontos, e o Nasdaq recuou 0,43%, a 8.222,80 pontos.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), publicou hoje uma declaração sobre um relatório de apelação da OMC sobre medidas anticompetitivas praticadas pelo governo chinês, no qual o órgão “reconhece que os EUA provaram que a China usa empresas estatais para subsidiar e distorcer sua economia”. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a repórteres que ainda há “um longo caminho pela frente” até um acordo comercial com o país asiático.

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Trump ainda acusou a China e a União Europeia (UE) de estarem “bombeando dinheiro” em suas economias e reduzindo juros, e disse que os juros na China estão “onde o presidente Xi Jinping deseja”. O presidente voltou a tecer críticas ao Fed, afirmando que “o aperto quantitativo” da autoridade monetária estaria prejudicando a economia americana.

Por outro lado, dirigentes do Fed voltaram a sinalizar a possibilidade de um corte na taxa de juros dos EUA. O presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou declarações de que as incertezas sobre a perspectiva econômica “têm aumentado” por conta de “acontecimentos no comércio e crescimento global”. Além disso, o dirigente da distrital de Chicago do Fed, Charles Evans, defendeu dois cortes de 25 pontos-base nos juros até o final do ano, alertando para os perigos da inflação abaixo da meta. Já o dirigente da distrital de Dallas, Robert Kaplan, não exclui a possibilidade de um corte, mas ponderou que o efeito de reduzir os juros seria “modesto” no atual momento da economia.

Os pregões nova-iorquinos também foram influenciados pelos balanços dos bancos JPMorgan, Goldman Sachs e Wells Fargo divulgados na manhã desta terça-feira. As três instituições relataram lucros no segundo trimestre de 2019 acima das previsões de analistas, embora o Goldman Sachs tenha registrado faturamento menor do que no mesmo período de 2018. JPMorgan subiu 1,07% e Goldman avançou 1,86%, mas Wells Fargo registrou baixa de 3,02%.

Também estiveram em foco papéis de tecnologia, em dia de depoimentos de executivos de gigantes do setor. Entre elas, Alphabet (Google) subiu 0,26%, mas Microsoft recuou 1,31% e Intel teve baixa de 1,90%.

Bruno Caniato
Estadao Conteudo
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