Economia

Bolsas da Europa sobem com Lagarde, superávit comercial e setor corporativo

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As principais bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 16. Em dia de agenda lotada, investidores monitoraram a renúncia ao comando do Fundo Monetário Internacional (FMI) de Christine Lagarde, nomeada para a presidência do Banco Central Europeu (BCE). O superávit comercial registrado na zona do euro em maio também contribuiu para aquecer os pregões europeus nesta terça-feira, enquanto balanços e outras notícias corporativas também foram avaliadas. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,35%, a 389,10 pontos.

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A renúncia de Lagarde, indicada ao comando BCE no mês passado, intensifica expectativas de que a autoridade monetária europeia dará continuidade à política de acomodação monetária sinalizada pelo atual presidente, Mario Draghi. A nomeação da ex-diretora-gerente do FMI após a reunião do Conselho Europeu foi inusitada, mas analistas consideram que a francesa tem boa capacidade de articulação política e é favorável ao maior estímulo monetário na zona do euro.

Além disso, a região da moeda comum teve superávit comercial de 23 bilhões de euros em maio, superior aos 16,9 bilhões de euros registrados em abril, segundo dados divulgados nesta pela agência europeia Eurostat. No ajuste sazonal, o superávit foi de 20,2 bilhões de euros, enquanto as exportações avançaram 1,4% no mesmo período. Os números ajudam a aliviar a preocupação de investidores com o cenário de desacelaração econômica mundial, beneficiando os mercados acionários europeus.

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Duas companhias britânicas lideraram os ganhos no Stoxx 600: a marca de luxo Burberry, cujos papéis dispararam 14,39%, após balanço, e a EasyJet, com alta de 5,39% diante de expectativas otimistas por seus resultados mais recentes, que saem nesta semana. Ambas impulsionaram o índice britânico FTSE 100, que avançou 0,60%, a 7.577,20 pontos. O recuo da libra, em meio a renovadas preocupações com uma saída do Reino Unido da UE sem acordo, também favoreceu ganhos na bolsa de Londres.

Na Alemanha, tanto o índice de expectativas econômicas quanto o de condições atuais para julho tiveram queda forte, limitando o fôlego na bolsa de Frankfurt. Ainda assim, a valorização do Deutsche Bank (+4,33%), em meio ao processo de profunda reestruturação das operações do banco, favoreceu o índice DAX, que subiu 0,35% para 12.430,97 pontos.

A ministra de Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, conseguiu sua confirmação para a presidência da Comissão Europeia, após o fechamento dos mercados locais. Durante sabatina pelos parlamentares europeus, von der Leyen se mostrou disposta a estender o prazo de negociação do Brexit, se necessário. A data atual para a saída do Reino Unido é 31 de outubro.

Em Paris, o índice CAC 40 ganhou 0,65%, a 5.614,38 pontos. Neste ano, o crescimento econômico da França superou o da Itália e da Alemanha, em parte por causa da menor sensibilidade da economia francesa à indústria global e do estímulo fiscal do governo, avaliam analistas da Capital Economics. Já na Itália, o índice FTSE MIB da bolsa de Milão subiu 0,12%, a 22.204,08 pontos. O pregão italiano vem sendo fortemente impulsionado pelo setor bancário nas últimas semanas, com altas lideradas pelo UniCredit (+2,61%), BPM (+2,56%) e FinecoBank (+2,10%).

Em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,57%, a 9.377,10 pontos. Já o índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, teve ganho de 0,07%, a 5.263,54 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

Bruno Caniato
Estadao Conteudo
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