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Investimentos na educação têm sido prioridade nas regiões do Zumbi, Otton Marins e Nova Brasília

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Atenta às demandas e importância em oferecer uma educação de qualidade, a Secretaria de Educação de Cachoeiro tem promovido manutenções estruturais e aquisição de brinquedos pedagógicos e equipamentos para dar uma melhor qualidade de ensino aos alunos da microrregião do Zumbi, Otton Marins e Nova Brasília.

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Na escola Normília da Cunha dos Santos, no bairro Zumbi, por exemplo, estão sendo feitos revestimentos na parede do refeitório, gradeamento do pátio, troca do piso da lavanderia, pintura externa e interna e a retirada dos alvarás mediante o Corpo de Bombeiros.

Outra unidade que se encontra com todos os alvarás de funcionamento inspecionados e regularizados é a escola de educação infantil Professora Idalina Cunha Moraes. As salas receberam pintura para que as crianças tivessem um espaço mais adequado.

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Localizada no bairro Basiléia, a escola Maria Tereza Brandão de Mello atende a demanda da região e, por lá, também houve ações da Secretaria, como a ampliação das turmas para receber os alunos das comunidades ao redor. Foram abertas turma de maternal, e de pré-escola. Também foram realizadas manutenção na estrutura externa, organização de salas de planejamento, brinquedos, retiradas de casas de cupim, conserto do piso do pátio e organização de brinquedoteca.

Entra em manutenção, ainda este ano, a escola Governador Eurico Vieira De Resende, que no ano passado recebeu pequenos consertos e pinturas. Entre as melhorias que serão feitas na instituição está a cobertura do pátio e da área de lazer.

Tempo integral

Integrada ao programa de Educação em Tempo Integral de Cachoeiro, a escola municipal Julieta Deps Tallon, no bairro Zumbi, teve em 2019, uma mudança de modalidade. Onde antes eram atendidas crianças da comunidade do 1º ao 9º ano em tempo parcial, agora a escola atende estudantes do 1º ao 5º em período integral.

A secretária municipal de Educação, Cristina Lens, destaca que para que a mudança ocorresse foi necessária uma manutenção intensiva no prédio da escola: pintura, ressignificação de espaços, parte elétrica, sistema de gás, esgoto e acessibilidade. Além da ampliação dos espaços internos para que pudesse atender uma educação de tempo integral de qualidade.

“O programa tem alcançado resultados expressivos, devido ao conceito integralizador utilizado, em que não existe um turno de aula para atividades extracurriculares e disciplinas do currículo comum. O horário é montado intercalando as atividades esportivas e lúdicas, com matérias como português e matemática. Além disso, os alunos também têm momentos para lazer e alimentação, que é acompanhada por uma equipe de nutricionistas”, explica Cristina.

A escola Julieta Deps Tallon, no bairro Zumbi, passou por uma manutenção intensiva: pintura, ressignificação de espaços, parte elétrica, sistema de gás, esgoto e acessibilidade.Foto:Guilerme Gomes

 

Pedagoga comenta o impacto da mudança nos alunos

Com cerca de 220 alunos matriculados na escola Julieta Deps Tallon, que estudam de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30, a gestora escolar Cristiane Magna Mion Simões assegura que no molde utilizado pela escola o estudante é a centralidade do projeto.

Ela explica que o objetivo é trabalhar a parte diversificada junto à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e potencializar as capacidades intelectuais, que são as cognitivas, e as sócio-emocionais do estudante, formando assim o aluno de forma integral.

“A partir do momento que o estudante sonha e é levado a refletir sobre os seus sonhos e os caminhos que tem que percorrer para atingi-lo, a escola já está ajudando o estudante a se formar com sonhos e valores. Dessa forma gera um cidadão melhor e uma sociedade melhor”, destaca Cristiane.

A implantação da escola em tempo integral traz benefícios para os pais e para a comunidade. A região também acaba ganhando com isso. Cristiane destaca que os pais, por trabalharem fora, têm a garantia de que os filhos estão em um ambiente de estudo seguro e acolhedor. “Aa comunidade ganha um cidadão que a escola está ajudando a formar”, finaliza.

A gestora escolar Cristiane Mion destaca que a implantação da escola em tempo integral traz benefícios para os pais e para a comunidade.

Pais aprovam a estrutura e o método de ensino

A relação que a educação integral tem com o espaço e o tempo é diferente da forma tradicional de educação vista na maioria das escolas, dando importância também ao olhar, às artes, à música, os valores, a saúde, o corpo, entre outras ramificações.

A funcionária pública Luciana Eler da Silva Carlete está conhecendo agora a metodologia do ensino integral. Sua filha Eduarda Eler Carlete, de sete anos, está cursando a segunda série na escola Julieta Deps Tallon. Ela elogia o espaço físico bem distribuído e acredita que ao término das reformas a escola estará ainda mais preparada para atender a comunidade.

Ela conta que diariamente a filha traz informações das atividades, a didática das aulas e brincadeiras em clubinhos, que impactam e fortalecem o aprendizado para as crianças. Luciana acredita que o modelo escolar traz mais interesse e aprendizagem para os alunos.

“Tenho visto que o ensino está sendo muito bom. A criança ir para a escola e depois chegar em casa  falando o que aprendeu é muito gratificante para os pais, mostrando assim que o ensino está sendo interessante para o aluno”, explica.

Luciana destaca, também, que a escola de tempo integral amplia a educação já ensinada em casa, junto a família, buscando expandir a formação intelectual, com aulas interativas, bate papo e forma fora das convencionais de ensino.

Luciana e a filha Eduarda.

“Acredito que na escola integral o aluno tende a ter muito mais aproveitamento com essa nova forma de ensino. Bons professores e aulas diferenciadas contribuem para uma boa formação e despertar o interesse pela escola”, completa.

Mãe de duas crianças diagnosticadas com autismo, Érica de Souza Gomes, tem visto com “ótimos olhos” a atenção que Antônio, seis anos, e Isadora, nove, vem recebendo dos profissionais da escola Julieta Deps Tallon. “No começo foi muito complicado, muito difícil, por medo mesmo, fiquei com o pé atrás principalmente com a Isadora que é classificada com o autismo severo. Já o Antônio não, ele interage com as outras crianças, obedece às pessoas e não é agressivo”, detalha.

De forma gradativa, Erica foi adquirindo confiança em deixar Isadora com os professores da escola e acabou ficando encantada com o acolhimento, cuidado, carinho e profissionalismo dos profissionais que se mantêm atentos aos detalhes para ensinar e orientar as crianças.

Erica com os filhos Antônio e Isadora

“A professora regente da sala está disposta a ajudar o Antônio, não tenho o que reclamar. Com a Isadora, eu fiquei meio receosa de optar pelo período integral, portanto foi combinado de irmos deixando pouco a pouco. A gente passou a ver o interesse dos profissionais fazendo as atividades, tentando mantê-la na sala de aula, e interagindo com os colegas. Temos um diálogo muito bom no colégio”, elogia Erica.

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