Política Regional

Após denúncias de direcionamento de verba para empresas, Assembleia Legislativa quer ouvir prefeito de Itapemirim

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A Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa deve convidar o prefeito Thiago Peçanha para prestar depoimento sobre denúncias feitas por vereadores de Itapemirim que apontam indícios de irregularidades em contratos da prefeitura e atos de improbidade administrativa que teriam sido praticadas por ele.

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Na última semana, vereadores de Itapemirim participaram de uma reunião na Comissão da Ales após pedido do deputado Theodorico Ferraço (DEM).

O vereador e presidente da CPI instaurada contra Thiago Peçanha (PSDB), Rogério da Silva Rocha (PCdoB), disse que a comissão foi criada para averiguar atos ilícitos, principalmente no que diz respeito ao repasse de verbas pela prefeitura para o Consórcio Intermunicipal de Saúde CIM/Expandida Sul nos anos de 2017 e 2018. Na época, Peçanha era presidente consórcio.

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“O Expandida Sul foi criado para complementar os serviços que o município não oferece. No entanto, a Prefeitura de Itapemirim não nos fornece um relatório de quais são os serviços prestados e nem os valores que estão sendo repassados. Enquanto a população reclama que não tem visto melhorias na área da saúde”, destacou Rocha.

Favorecimento de empresas

Outra denúncia apresentada pelos vereadores é de que há indícios de que o prefeito favoreceu empresas de pessoas ligadas ao seu convívio familiar.

“Queremos averiguar possíveis favorecimentos e direcionamentos de verba a algumas empresas. Aproximadamente 400 empreendimentos prestam serviços ao consórcio, entretanto, apenas três empresas específicas receberam 16% de toda a despesa executada”, ressaltou o vereador João Bechara Netto (PV).

Apesar dos fatos apresentados, os vereadores não conseguiram responder concretamente as indagações feitas pelo colegiado, alegando que os trabalhos da CPI estão prejudicados, já que a comissão foi suspensa por duas vezes.

“Estamos sendo impedidos de apurar os fatos por conta de perseguição política. Começamos os trabalhos no início de maio, mas já tivemos duas interferências na CPI do Consórcio. Uma partiu do Juízo da Comarca de Itapemirim e outra do Tribunal de Justiça”, disse Bechara.

Na próxima reunião do Colegiado serão convidados para prestar depoimento o prefeito Thiago Peçanha e a ex-diretora executiva do consórcio, Zilmara do Nascimento Calheiros, apontada como uma das beneficiárias.

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