Saúde

26 de junho: Dia Nacional da Diabetes, o mal que pode levar a amputação dos pés 

COMPARTILHE
male feet on wooden background
250

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida. 

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: cadastro de doadores cresce no Estado

Neste sábado (21) comemora-se o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. A data...

Sobe para 16 o número de estados brasileiros com casos confirmados de sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou este ano, até essa quarta-feira (18),...

Quando se preocupar com a dor de cabeça e buscar atendimento: 13 sinais

Dor de cabeça é um problema bastante comum e que afeta a maioria das pessoas...

A Polineuropatia Diabética (PND), uma complicação que afeta 50% dos pacientes, é o fator causal mais importante para as úlceras nos pés dos pacientes diabéticos precedem 85% das amputações. 

Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para amputação de membros inferiores (pernas, pé, dedos dos pés) no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.  

Continua depois da publicidade

“Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados, ” explica o Dr. Airton Mota Moreira, médico da CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa.

Os sintomas de PND nem sempre são reconhecidos, anormalidades nos pés, como sensação de queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza, fadiga ou câimbras podem estar presentesPodem haver ainda mudançana temperatura, cor, deformidade dos ossos do pé ou tecidos dessa região, presença de inflamação ou mesmo infecção.

O tratamento será instituído conforme o grau de isquemia, por meio do uso de medicamentos e exercícios, para casos leves. Quando a situação é mais grave haverá necessidade de realizar procedimentos minimamente invasivos como a angioplastia percutânea ou mesmo cirurgia para reconstituir a chegada de sangue.  

A angioplastia é um tipo de tratamento realizado por meio da dilatação dos estreitamentos arteriais utilizando cateteres-balões ou implante de stents. O acesso poderá ser feito a partir de uma artéria periférica, com auxílio de Raios X.

“Normalmente utilizamos anestesia local, e o paciente fica na unidade hospitalar por pelo menos 24 horas para controle clinico. Utilizando técnicas modernas como estas, se diagnosticada a tempo, podemos evitar e tratar a isquemia descompensada dos membros, com mínimo risco de complicações, se comparado à cirurgia convencional, assim como evitar amputações desnecessárias, ” finaliza o Radiologista Intervencionista.

Publicidade