Política Nacional

Bolsonaro diz que demitirá presidente dos Correios e que convidou Santos Cruz

COMPARTILHE
259

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (14), que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha. Em café da manhã com jornalistas, o presidente justificou que ele “foi ao Congresso e agiu como sindicalista”. O presidente informou, ainda, que convidou o general Santos Cruz para ocupar a vaga, mas adiantou que não tem o nome do substituto.

Lula já pode pedir semiaberto no caso triplex, mas petista quer 'liberdade plena'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não apresentar ao juízo da 13ª...

Toffoli marca para quarta-feira julgamento de alegações finais de delatores

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, marcou para a próxima...

Eduardo Leite: democracia passa por um período 'dificílimo' no Brasil e no mundo

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 23,...

Santos Cruz foi demitido na quinta-feira (13), da Secretaria de Governo, ministério que cuida, por exemplo, da verba de publicidade do governo. O jornal O Estado de S. Paulo participou da entrevista do presidente nesta sexta-feira.

No último dia 5 de junho, o presidente dos Correios esteve no Congresso quando fez críticas ao processo de privatização da empresa. Segundo o jornal Gazeta do Povo, na ocasião, o presidente dos Correios disse: “Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado.”

Continua depois da publicidade

O discurso vai na contramão do próprio governo. O presidente Jair Bolsonaro é quem determinou a venda da empresa.

O presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente da República Michel Temer, quando a empresa estava sob o guarda-chuva do ex-ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.

Diferente da posição do presidente Jair Bolsonaro, o general foi contrário à privatização dos Correios. Depois de resultados negativos bilionários em 2015 e 2016, os Correios registraram lucro de R$ 667 milhões em 2017. O número de 2018 ainda não foi divulgado, mas há indicativo de que será positivo.

Renata Agostini
Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Publicidade