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Do sadomasô ao country, Madonna transgride estilos e detona convenções

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Derrubar tabus em torno do sexo sempre foi um propósito para Madonna. Em termos de estilo, isso significou dezenas de modismos copiados por garotas de todo o planeta. Em seu disco de estreia, em 1983, o visual que misturava meia arrastão e jaqueta de couro com saia de tule, correntes e crucifixos refletia toda a ferveção de Manhattan da era pós-Studio 54, pós-punk e pré-aids.

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Tudo o que usava era de brechó e lojas populares, nada era de grife. Aparentemente autêntico, esse visual foi influenciado pela estilista e designer de joias Maripol, figura famosa nas rodas de moda da época. Mas isso já não importa mais.

Na década seguinte, com a turnê Blond Ambition, o corset com sutiã em forma de cone criado por Jean-Paul Gaultier virou um ícone. Sua performance provocadora de Like a Virgin, na qual bailarinos acariciavam seu corpo, chocou os mais ortodoxos.

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Veio então a fase dominatrix, desbocada, pornográfica. No cinema, Madonna participou do filme Corpo em Evidência, com muitas cenas de sexo, e lançou o livro Sex, com fotos de sadomasoquismo, feitas por Steven Meisel. Esse foi o ápice fashion da cantora. A moda sempre flertou com a libidinagem.

Com a maternidade, seu estilo mudou radicalmente. “Quando minha filha nasceu, eu nasci de novo”, ela disse a Oprah em 1998. Meio hippie, ela deixou o cabelo solto e natural, parou de usar maquiagem, virou fã de ashtanga yoga e devota da Cabala. Ray of Light marca bem essa época. Depois vieram o japonismo, o estilo disco, a fase country, até chegar a Madame X. Agora, do alto de suas quatro décadas de carreira, Madonna arrasa ao lado de parceiros latinos dando uma aula de branding.

Não tivesse ela escancarado a porta dos bons costumes de forma tão despudorada, talvez o mundo de hoje não fosse o mesmo, com a geração Z sexualmente fluida, o movimento LGBTQI superativo e feministas fazendo topless para protestar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Maria Rita Alonso
Estadao Conteudo
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