Guaçuí

Raízes de árvores podem prejudicar infraestrutura da cidade

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Divulgação PMG
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As árvores embelezam calçadas, fazem sombras para veículos e pedestres, arejam e humanizam o ambiente. No entanto, a escolha errada de uma espécie para ser plantada em área urbana pode trazer prejuízos para instalações da infraestrutura da cidade, porque as raízes de algumas delas crescem de uma forma que pode afetar calçadas, tubulações de água e esgoto, e até fios aterrados, trazendo prejuízos, tanto público quanto privado.

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Diante disso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) de Guaçuí, durante suas palestras, vem orientando a população sobre os tipos de árvores mais indicados para serem plantados nas calçadas. São abordadas particularidades como a profundidade de plantio, adubação, espécies com raízes agressivas, árvores que não aceitam poda, largura da calçada para preservar a acessibilidade, rede elétrica e iluminação pública logo abaixo da árvore, entre outros fatores que devem ser observados antes da escolha da espécie e do plantio da árvore.

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Além de escolher, preferencialmente, uma espécie de acordo com as características da região, é importante considerar que a melhor maneira de proteger uma calçada contra rachaduras é plantando uma espécie que não desenvolva raízes agressivas. Este é o caso do Ficus benjamina que tem uma raiz muito agressiva e que é muito encontrado plantado em calçadas de Guaçuí, como destaca o secretário municipal de Meio Ambiente, Roberto Martins.

Ele salienta que o Ficus, além de quebrar a calçada, pode até alcançar distâncias que mal percebemos, ao longo dos anos, podendo atingir toda a superfície sob a estrutura de casas, perfurar a rede hidráulica e até comprometer a estrutura dos imóveis. “Infelizmente, temos centenas de Ficus plantados em calçadas em vários bairros de Guaçuí”, explica o secretário, que realça a importância de buscar orientações antes do plantio. “A orientação é muito importante para evitar que, no futuro, tenhamos que realizar o corte de árvores, por não serem apropriadas para o local em que foram plantadas, como acontece hoje em vários pontos da cidade”, completa.

A Semmam destaca que outras árvores não indicadas são a Paineira, Espatódea e Seringueira. O Ipê, muito comum no passeio público de várias cidades, divide opiniões já que alguns podem ser um problema, por atingirem um porte muito alto.

É importante fazer a consideração de que, ao se plantar uma árvore, é preciso pensar no desenvolvimento da espécie. O mais indicado é, no mínimo, conhecer bem o que será plantado e buscar orientações junto à Semmam que levará em consideração vários quesitos importantes, como largura da calçada, fluxo de veículos – se intenso ou moderado –, posição da rede elétrica e iluminação pública, entre outros. Esta observação da rede elétrica é de suma importância, antes de se implantar árvores em ambientes urbanos. Atualmente, muitas árvores são aniquiladas com podas drásticas por causa da fiação, prejudicando o desenvolvimento da planta e a paisagem em geral.

As espécies mais indicadas, segundo a Secretaria, são as árvores de porte pequeno e arbustos, pelo seu crescimento reduzido, não possuindo raízes invasivas. Por isso, não ocasionam rachaduras no concreto, como a Murta, Grevilha e o Resedá – que possui uma belíssima floração, sendo conhecida também como “a rainha das calçadas”.

Importante saber

Uma árvore plantada com as técnicas corretas, no lugar correto e sendo de espécie adequada, só traz benefícios à cidade, com a beleza e o bem estar que a natureza propicia à vida urbana, assim como a fauna pode se beneficiar, como fonte de abrigo e alimento. Além disso, uma rua arborizada contribui para o microclima, melhorando a umidade do ar e reduzindo as altas temperaturas das superfícies de asfalto e concreto. Além disso, as árvores absorvem e retêm a água das chuvas e estudos apontam que uma rua bem arborizada tem maior valor imobiliário agregado.

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