Operação Rubi

Prefeita Amanda Quinta e secretário permanecerão presos, decide STJ

COMPARTILHE
105

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva da prefeita afastada de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB), e do secretário afastado de Assistência Social do município, Leandro Costa Rainha. A decisão foi proferida nessa quarta-feira (22) pelo ministro do STJ Antonio Saldanha Pinheiro e em resposta a pedido de habeas corpus das defesas.

Presidente Kennedy: Justiça aumenta prazo de prisão de Amanda Quinta

A prefeita presa de Presidente Kennedy e dois secretários municipais, denunciados na Operação Rubi, tiveram...

MPES apresenta a primeira denúncia contra investigados na Operação Rubi no Sul do Estado

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Subprocuradoria-Geral de...

Contratos superfaturados nas prefeituras de Kennedy, Marataízes e Piúma somam mais de R$ 150 mi

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou nesta segunda-feira (13) que...

Amanda e Rainha são investigados pelo Ministério Público Estadual (MPES), que deflagrou no dia 8 de maio a  Operação Rubi  para apurar um esquema de fraudes nas prefeituras de Kennedy, Marataízes, Jaguaré e Piúma.

No dia da ação, não havia mandado de prisão expedido contra a prefeita, mas durante cumprimento de  mandado de busca e apreensão na residência de Amanda, agentes do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) se depararam com uma reunião que acontecia naquele momento e encontraram uma bolsa contendo cerca de R$ 30 mil. Ela e outras quatro pessoas que participavam da reunião foram presas em flagrante.

Continua depois da publicidade

Segundo informou o MPES, na quarta-feira, além da prefeita e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Rodrigues de Paiva, foram presos em flagrante outras duas pessoas – o empresário Marcelo Marcondes Soares e o motorista do empresário Cristiano Graça Souto, que consta como sócio formal da empresa de limpeza urbana. O empresário esteva na casa de Amanda para entregar R$ 33 mil de propina, que estavam dentro de uma mochila, quando ocorreram as prisões.

Já o secretário de Assistência Social de Presidente Kennedy, Leandro Rainha, foi preso na manhã do dia 11, no município, também em decorrência da Operação Rubi. Ele foi detido em sua residência e encaminhado para o centro de detenção em Xuri, Vila Velha.

Desde o afastamento de Amanda, o vice-prefeito Dorlei Fontão assumiu o executivo.

Mais prisões

As fraudes contratuais e irregularidades também foram constatadas em Marataízes, município administrado pelo prefeito Robertino Batista, o “Tininho”. “O MPES identificou que a mesma dinâmica ocorria no município de Marataízes. O prefeito do município, também suspeito do crime de corrupção passiva, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (9). Entretanto, ainda precisamos consolidar as informações em relação aos objetos e valores arrecadados. Ainda de acordo com elementos nos autos, o prefeito e a esposa viajaram para São Paulo e tiveram a hospedagens e espetáculos de teatros custeadas como contraprestação de pagamentos nos valores dos contratos firmados”, afirmou o MPES, em nota.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã de hoje na residência do prefeito de Marataízes, os policiais militares e integrantes do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES apreenderam R$ 16.450,00 em dinheiro e uma arma. O prefeito foi preso em flagrante em razão da apreensão de arma de fogo sem registro. Ele foi levado para a Delegacia de Itapemirim.

Em relação ao prefeito de Marataízes, a Justiça não acatou o pedido de afastamento funcional dele.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Tininho, que foi solto após pagar fiança, tentou se explicar alegando que a arma sem documentação era proveniente de uma herança e o dinheiro estava declarado na Receita Federal.

A operação do MPES também teve como alvo as prefeituras de Piúma e Jaguaré.

Operação

A operação consiste, inicialmente, no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, cinco mandados de afastamento funcional de agentes públicos e 11 mandados de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos.

Também estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão pelos agentes do Gaeco, sendo nove em Presidente Kennedy, cinco em Marataízes, dois em Jaguaré, um em Piúma, um em Cachoeiro de Itapemirim, um em Linhares, um em Jerônimo Monteiro, dois na Grande Vitória e dois no Estado do Rio de Janeiro, emitidos pelo juízo da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

Residência de investigados e dependências de órgãos públicos e de empresas suspeitas de integrar o esquema são os alvos das ações.

Publicidade