Cidades

Órgãos de castelense morta em acidente salvam sete vidas

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Jéssica Pazine
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Receber a triste notícia da morte de um familiar não é fácil. Mas para uma família de Castelo, o momento de dor se tornou esperança, com a decisão de doar os órgãos de Jéssica Pazine Ferreira, de 30 anos, vítima de um acidente de trânsito na terça-feira (14) da semana passada e diagnosticada com morte cerebral na última sexta (17).

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O gesto de solidariedade da família salvou sete vidas. Entre elas, a do tenente aposentado do Corpo de Bombeiros, Isaurino Moreira Farias, de 51 anos, cachoeirense que recebeu o coração da jovem. Os órgãos captados pela equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) foram coração, rins, fígado, córneas e esclera (globo ocular).

Foto: Thiago Coutinho / A Tribuna)

Thiago Pazine, irmão de Jéssica, contou como foi o processo entre receber a notícia da morte e a decisão de doar os órgãos. A captação foi o primeiro caso na família, portanto, uma decisão difícil.

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“Estávamos todos abalados com a possibilidade da morte. Um dia antes de ser decretada [morte encefálica] eu conversei com meus pais e abordei o assunto da doação, já que todos os órgãos estavam em pleno funcionamento. E ficou claro para nós, que naquele momento, se não conseguíssemos salvar a vida da minha irmã, iríamos salvar outras vidas por meio dela. Foi angustiante esperar o processo de retirada dos órgãos, já que chovia muito naquele dia e não podiam fazer a remoção via helicóptero, mas no fim tudo deu certo”, disse.

O acidente

Jéssica seguia de bicicleta na manhã daquela terça-feira, na comunidade de Aracuí, interior de Castelo, quando perdeu o freio do veículo e acabou colidindo na lateral de um caminhão.

O motorista parou para prestar socorro, mas como Jéssica havia ficado desacordada, a população local achou melhor aguardar o resgate. Ela foi encaminhada à Santa Casa de Cachoeiro onde deu entrada já em coma e acabou falecendo.

Jéssica deixou duas filhas, de 13 e sete anos.

Homenagem

“Foi angustiante aquele momento, mas a decisão de doar os órgãos foi confortante de uma certa maneira. Foi uma homenagem à ela. Tínhamos certeza que se ela pudesse decidir naquele momento, optaria pela captação e por salvar aquelas vidas”, lembrou Thiago.

O irmão, reforçou ainda, que a decisão é pessoal, de cada família, mas que a doação de órgãos é a chance de buscar alívio em um momento de dor e demonstrar toda gratidão e carinho pelo ente que partiu.

Doação

Para ser um doador de órgão basta comunicar a família e informar que é de seu desejo em caso de morte que a captação seja feita. A decisão é única e exclusivamente da família.

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