Agronegócio Regional

O nosso café de cada dia é referência em qualidade e fonte de renda para o ES

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Foto Edézio Peterle
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Não há como negar, o café é parte da família brasileira. Presente desde as primeiras horas do dia, posto à mesa, como componente essencial do (veja só!), “café” da manhã. Há, também, quem aprecie a bebida após o almoço. No meio da tarde, a pausa para o cafezinho é quase que obrigatória. E não acabou por aí, há pessoas que bebem café até durante a noite e garantem que não atrapalha o sono.

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O café se tornou tão especial que há um dia no ano dedicado a ele: 24 de maio. Ele é um companheiro diário e meio de negócios e empregos pelo País a fora. No Espírito Santo, o café tem uma trajetória que se confunde com a própria história do Estado. Muitas foram as mãos que colheram os grãos, e dali tiraram seu sustendo durante décadas, unindo gerações.

Hoje, o café capixaba continua sendo uma base forte da economia estadual e fonte principal de renda de famílias dos municípios do interior do Estado. Além da produção tradicional, os cafés especiais capixabas tem ganhado o mundo pela qualidade apresentada, colocando-se em posição de destaque.

Foto Edézio Peterle
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De acordo com dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), mesmo com as lavouras sofrendo com condições climáticas atípicas, a perspectiva é boa para a produção em 2019. A estimativa de expansão da área em produção aponta para incremento de 1,5% em relação à área utilizada no ano passado. Dessa forma, serão destinados cerca de 393,9 mil hectares à produção de café em 2019, cuja maior parte desse total está relacionada ao café conilon.

As condições climáticas verificadas ao longo do desenvolvimento da cultura oscilaram com escassez de precipitações no início deste ano, assim como o registro de temperaturas elevadas nesse mesmo período influenciou na projeção de um rendimento médio menor para a cafeicultura do Estado, se comparado a 2018.

Soma-se a isso, os efeitos da bienalidade negativa esperada para essa temporada. Portanto a projeção atual é de 32,45 sacas por hectare (scs/ha), sinalizando diminuição de 8,4% em relação ao rendimento médio apresentado na temporada passada.

Café Arábica

Para este ano, a produção de café Arábica está estimada em 3,3 milhões de sacas, sendo 30,7% inferior àquela alcançada em 2018, com uma destinação de área na ordem de 152,1 mil hectares. Nesta safra, a estimativa é de decréscimo do rendimento médio em 28,6%, projetando assim 21,65 scs/ ha.

Café Conilon

Para o café Conilon, a expectativa é de produção na ordem de 9,49 milhões de sacas, sendo superior em 5,6% ao valor obtido na temporada anterior. A expectativa de incremento de área em produção (devendo sair de 231,3 mil hectares em 2018 para 241,8 mil hectares em 2019) auxilia nesta projeção positiva. O rendimento médio esperado é na ordem de 39,25 scs/ha, representando um valor bem próximo àquele verificado no ano passado.

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