Operação Ouro Velho

Defesa de investigados em esquema de fraudes na Câmara e Prefeitura de Guaçuí emite nota

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A defesa de cinco dos sete investigados em um esquema de fraude em licitações na Prefeitura e Câmara de Guaçuí emitiu uma nota nesta sexta-feira (17) negando a participação dos suspeitos no esquema divulgado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

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Os advogado Aurélio Fábio Nogueira da Silva, Weliton José Jufo e Andressa Rieda Reis Ribeiro assinam a nota em defesa do secretário municipal de Saúde, Márcio Clayton da Silva; do presidente da Câmara de Municipal de Guaçuí, Laudelino Alves Graciano; do subsecretário de finanças, Arivelton dos Santos e dos membros da comissão de licitação Gilmar Luzente e Jean Barbosa Soares e defendem que “os fatos apresentados na denúncia não são verídicos e será comprovada a realidade”. (veja nota na íntegra no final da matéria)

Os citados são investigados na Operação Ouro Velho, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul), com apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do Ministério Público e da Polícia Militar.

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Foram presos na operação o presidente da Câmara de Municipal de Guaçuí, Laudelino Alves Graciano; o secretário municipal de Agricultura, Edielson de Souza Rodrigues; o secretário municipal de Educação, Vanderson pires Vieira; o subsecretário de finanças, Arivelton dos Santos, os membros da comissão de licitação Gilmar Luzente e Jean Barbosa Soares e o  presidente da Cooperativa de Transportes de Alegre (Coopersules), Carlos Magno da Silva. Os detidos serão levados para o Centro de Detenção Provisória de Marataízes e para o Centro de Triagem de Viana.

Por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, verificou-se que a Subsecretaria de Finanças, a Comissão de Licitação e a Presidência da Câmara de Guaçuí viraram um autêntico balcão de negócios para os envolvidos no esquema.

O valor total do rombo aos cofres municipais de Guaçuí ainda depende das análises dos contratos apreendidos.

Fora dos cargos

Segundo o MPES, os seis servidores municipais foram afastados dos cargos, até o final do processo. O secretário municipal de Saúde, Márcio Clayton da Silva, também foi afastado do cargo. Ele nãpo foi detido, mas está sob investigação. 

Durante a operação também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Guaçuí e Alegre. Todos os mandados foram expedidos pelo juízo da comarca de Guaçuí, a pedido do MPES. 

Os policiais estiveram nas residências dos investigados, na subsecretaria de Finanças, nas secretarias de Saúde e de Educação da Prefeitura de Guaçuí, na Comissão de Licitação, na Presidência da Câmara Municipal e nas sedes da Coopersules. Documentos, computadores e celulares foram apreendidos. Os presos na operação serão ouvidos e o material será analisado pelo MPES.

A operação recebeu o nome “Ouro Velho”, por que um dos servidores presos trabalha há mais de 20 anos na prefeitura de Guaçuí.

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