Cidades

Após prisões e denúncias de desvio de dinheiro público, Santa Casa de Guaçuí tem novo diretor

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Foto: Divulgação
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Após a prisão de médicos, provedores, ex-provedores e empresários por esquema de fraudes e desvio de dinheiro público, a Santa Casa de Guaçuí está sob nova direção.

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Por determinação do Ministério Público Estadual (MPES), que desencadeou a operação “Carro de Boi”, no último dia 7, foi determinado que o vice-provedor da Santa Casa, Wilkes de Oliveira, assuma a provedoria da instituição até o final do mandato da atual diretoria, que se encerra em dezembro deste ano.

Wilkes de Oliveira tem 34 anos, é formado em farmácia e bioquímica e terá o desafio de tentar resgatar a credibilidade do hospital que é alvo de diversas denúncias, inclusive envolvendo mortes suspeitas de pacientes.

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“Estamos assumindo esta responsabilidade em um momento difícil para a instituição. Tenho a certeza de que, com a ajuda da comunidade e dos nossos colaboradores, levaremos a Santa Casa à posição de referência em saúde na região do Caparaó”, disse Wilkes.

Denúncias

Na última semana, mais duas denúncias que chegaram ao MPES revelaram mortes suspeitas na UTI da Santa Casa de Guaçuí e indícios de fraudes. Ao todo, 15 pessoas são investigadas num esquema de desvio de dinheiro público da instituição, destas, nove estão presas.

Investigação de 22 mortes no setor de hemodiálise

O MPES, por meio da Promotoria de Justiça de Guaçuí, requisitou a instauração de Inquérito Policial para apurar 22 mortes de pacientes do setor de hemodiálise da Santa Casa. Um paciente que faz tratamento no hospital denunciou as mortes e várias irregularidades no atendimento, como demora na realização do procedimento de filtragem do sangue e máquinas com defeitos que ficam sem uso por vários dias.

Após a deflagração da operação, o denunciante procurou a Promotoria de Justiça de Guaçuí e revelou a situação do setor de hemodiálise, informando que, somente no ano passado, 16 pacientes morreram. Nesse ano, outras seis mortes foram registradas.

Investigação

O MPES espera que a apuração da Polícia Civil seja concluída em 30 dias. Após a investigação policial, se comprovada as mortes por ineficiência no atendimento da hemodiálise, os proprietários da empresa que presta o serviço serão responsabilizados pelos óbitos.

Audiência pública

Uma audiência pública será realizada no dia 27 de junho, às 19h, na sede da Promotoria de Justiça de Guaçuí, para tratar das irregularidades apuradas na Santa Casa de Guaçuí.

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