Operação Rubi

Amanda Quinta continuará presa, decide Justiça durante audiência de custódia

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A prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB), vai continuar presa por tempo indeterminado. Em decisão durante audiência de custódia na manhã de hoje (10), o juiz decidiu por determinar a prisão preventiva da chefe do executivo kennedense.

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Amanda foi presa na noite de quarta-feira (8), durante a Operação Rubi, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPES) para apurar um esquema de fraudes nas prefeituras de Kennedy, Marataízes, Jaguaré e Piúma.

No dia da ação, não havia mandado de prisão expedido contra a prefeita, mas durante cumprimento de  mandado de busca e apreensão na residência de Amanda, agentes do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) se depararam com uma reunião que acontecia naquele momento e encontraram uma bolsa contendo cerca de R$ 30 mil. Ela e outras quatro pessoas que participavam da reunião foram presas em flagrante.

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Segundo informou o MPES, na quarta-feira, além da prefeita e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Rodrigues de Paiva, foram presos em flagrante outras duas pessoas – o empresário Marcelo Marcondes Soares e o motorista do empresário Cristiano Graça Souto, que consta como sócio formal da empresa de limpeza urbana. O empresário esteva na casa de Amanda para entregar R$ 33 mil de propina, que estavam dentro de uma mochila, quando ocorreram as prisões.

A visita e a presença de todos na cidade foi monitorada desde a última segunda-feira pela polícia.

Além desse acompanhamento, as investigações permitiram realizar outras duas vigilâncias aos investigados nos meses de novembro e abril que reforçaram, naquela ocasião, os indicativos de pagamento de propina e confirmaram o padrão de atuação dos empresários e agentes públicos.
A operação consistiu, inicialmente, no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, cinco mandados de afastamento funcional de agentes públicos e 11 mandados de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos. Além de 25 mandados de busca e apreensão pelos agentes do Gaeco, sendo nove em Presidente Kennedy.

Também foram presos temporariamente na operação na quarta-feira Isaias Pacheco do Espírito Santo, contador da empresa que participa ativamente das transações.

A prefeita Amanda Quinta foi levada para o presídio feminino de Cachoeiro de Itapemirim. Já o companheiro dela e os outros três presos foram encaminhados para o presídio de Viana.

Na quinta-feira (9), a defesa da prefeita alega que não houve crime e que o dinheiro encontrado na casa dela pelo GAECO nada tem a ver com o objeto da investigação.

Com o resultado da audiência de custódia, o advogado da prefeita, Altamiro Thadeu Frontino Sobreiro, voltou a afirmar que “entende desnecessária a prisão preventiva decretada nesta sexta. A prefeita já havia sido afastadas por 60 dias do cargo e proibida de adentara em qualquer órgão da Administração Pública Municipal. Em razão dessa medida não haveria qualquer risco de prejudicar as investigações, motivo pelo qual a defesa manejará instrumentos cabíveis contra a prisão”, ressaltou o advogado.

Quem assumiu o comando da prefeitura foi o vice-prefeito Dorlei Fontão.

Mais prisões

As fraudes contratuais e irregularidades também foram constatadas em Marataízes, município administrado pelo prefeito Robertino Batista, o “Tininho”. “O MPES identificou que a mesma dinâmica ocorria no município de Marataízes. O prefeito do município, também suspeito do crime de corrupção passiva, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (9). Entretanto, ainda precisamos consolidar as informações em relação aos objetos e valores arrecadados. Ainda de acordo com elementos nos autos, o prefeito e a esposa viajaram para São Paulo e tiveram a hospedagens e espetáculos de teatros custeadas como contraprestação de pagamentos nos valores dos contratos firmados”, afirmou o MPES, em nota.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã de hoje na residência do prefeito de Marataízes, os policiais militares e integrantes do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES apreenderam R$ 16.450,00 em dinheiro e uma arma. O prefeito foi preso em flagrante em razão da apreensão de arma de fogo sem registro. Ele foi levado para a Delegacia de Itapemirim.

Em relação ao prefeito de Marataízes, a Justiça não acatou o pedido de afastamento funcional dele.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Tininho, que foi solto após pagar fiança, tentou se explicar alegando que a arma sem documentação era proveniente de uma herança e o dinheiro estava declarado na Receita Federal.

A operação do MPES também teve como alvo as prefeituras de Piúma e Jaguaré.

Operação

A operação consiste, inicialmente, no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, cinco mandados de afastamento funcional de agentes públicos e 11 mandados de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos.

Também estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão pelos agentes do Gaeco, sendo nove em Presidente Kennedy, cinco em Marataízes, dois em Jaguaré, um em Piúma, um em Cachoeiro de Itapemirim, um em Linhares, um em Jerônimo Monteiro, dois na Grande Vitória e dois no Estado do Rio de Janeiro, emitidos pelo juízo da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

Residência de investigados e dependências de órgãos públicos e de empresas suspeitas de integrar o esquema são os alvos das ações.

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