Política Nacional

Heleno admite risco do Congresso alterar estrutura administrativa do governo

COMPARTILHE
22
Advertisement
Advertisement

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, admitiu nesta segunda-feira, 20, que há riscos do Congresso alterar a Medida Provisória da reforma administrativa e obrigar o Executivo a recriar alguns ministérios. Para ele, a matéria está “acima de conceitos ideológicos, do conceito de facção e de grupos”. O ministro disse esperar que os parlamentares tenham bom senso e reflitam sobre os impactos que tais alterações poderão trazer para o futuro do País.

PGR denuncia líder do Centrão Arthur Lira por propina de R$ 1,6 mi na Lava Jato

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou no Supremo Tribunal Federal (STF) o deputado federal...

Senador pede ao TCU quebra do sigilo de gastos com publicidade da Caixa e do BB

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) entrou com uma representação na sexta-feira, 5, junto ao...

PL determina que dados da covid-19 enviados ao governo sejam repassados à Câmara

Para driblar o atraso na divulgação de dados do coronavírus pelo Ministério da Saúde,...

“Risco há, espero que não seja risco provável, mas ele existe. Eu acredito que uma nuvem de bom senso mostra que isso é contra tudo o que foi conversado, o que foi tratado. Vai contra 99% dos brasileiros. O problema todo que estamos tendo é de gestão. O presidente da República é incapaz de ‘gestionar’ 29 ministérios, 22 já é duro”, disse.

A medida provisória 870 foi editada no primeiro dia de mandato de Bolsonaro e criou a sua estrutura administrativa, com 22 ministérios. Se ela não for aprovada pelo Congresso até 3 de junho, perderá a validade. Nesse cenário, o governo poderá ter de recriar até dez ministérios. Há um movimento na Câmara para deixar que a medida perca a validade, mas o governo tem atuado diretamente para evitar uma derrota.

Advertisement
Advertisement
Continua depois da publicidade

Para Heleno, uma mudança na medida seria algo “criminoso” e traria problemas para o futuro do País. “Há uma alternância de poder, alguns partidos não admitem mas há, então eu sou você amanhã. Quando precisar defender isso daí, vai ser difícil”, disse.

O ministro também comentou as recorrentes reclamações dos parlamentares de não terem interlocução direta com o presidente ou com outros ministros. Para ele, Bolsonaro sempre esteve aberto ao Congresso. “Mas o dia tem 24 horas. Não tem jeito. É complicado. Isso impede que ele tenha tanta flexibilidade. Tenho certeza que ele receberia todo mundo porque isso foi o chão dele por muito tempo. Todo mundo quer mais consideração, quer mais afeto. Todo mundo é carente”, disse.

Mariana Haubert e Julia Lindner
Estadao Conteudo
Copyright © 2019 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Advertisement

Ajude o bom jornalismo a nunca parar! Participe da campanha de assinaturas solidárias do AQUINOTICIAS.COM. Saiba mais.