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Espanha prende quatro em investigação sobre desvios na PDVSA

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A polícia espanhola deteve quatro pessoas, nesta segunda-feira, 20,, em investigação ao ex-embaixador da Espanha na Venezuela Raúl Morodo, suspeito de lavagem de dinheiro e outros crimes, relacionados a um desfalque no valor de 4,5 milhões de euros da estatal PDVSA. Embora o diplomata seja o principal suspeito do caso, ele não foi preso em consequência de sua idade avançada – 84 anos – e condições de saúde. Entre os detidos, está seu filho, Alejo Morojo. O ex-embaixador será chamado a depor.

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Foram realizadas oito buscas, autorizadas pelo juiz Santiago Pedraz, incluindo casas e escritórios de Morodo em Madrid. A investigação, que permanece sob ordem judicial de sigilo, foca no período entre 2008 e 2013, logo após o término de seu mandato de três anos como embaixador da Espanha na Venezuela, no governo de José Luís Rodríguez Zapatero (PSOE). Os crimes atribuídos aos envolvidos são de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e delitos fiscais, entre 2012 e 2015.

A investigação ocorre em três países europeus – Portugal, Andorra e Espanha -, e nos Estados Unidos, que tem dezenas de cidadãos venezuelanos suspeitos de lavar centenas de milhões em troca de suborno quando ocupavam cargos em empresas públicas no governo Hugo Chávez (1999-2013).

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A hipótese dos investigadores é de que o dinheiro foi enviado para a Espanha como pagamento dos contratos falsos, por meio de um esquema em que os pagamentos acabaram em investimentos imobiliário.

Somente na Espanha, a Justiça investiga o ex-vice-ministro de Energia do governo Chávez, Nervis Villalobos, e Luis Fernando Vuteff, genro do ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, exilado na Espanha.

Outro país que investiga funcionários corruptos é Andorra, um pequeno estado na fronteira franco-espanhola, onde um juiz processou Villalobos e outro ex-vice-ministro venezuelano, Javier Alvarado, junto com outros ex-funcionários da PDVSA,suspeitos do desvio de US$ 2 milhões da empresa. (Com agências internacionais)

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