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Hits, atraso e oração abrem Virada Cultural

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Com mais de 1.200 atrações distribuídas por 250 locais, a 15.ª edição da Virada Cultural de São Paulo começou no sábado, 18, às 18h, com o duo Palavra Cantada, formado por Paulo Tatit e Sandra Peres, que se apresentou no palco do Vale do Anhangabaú, no centro. Com um repertório dedicado ao público infantil, a dupla fez uma versão mais enxuta de seu habitual show. Durante 1 hora, eles mesclaram músicas de seus discos, com direito a pot-pourri de sucessos como Rato, Sopa e Bolacha de Água e Sal.

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A plateia estava cheia, mas não lotada, como costumam ser os shows da dupla. Muitas crianças e adultos curtiram a apresentação com espaço e tranquilidade.

A educadora Jacqueline Novaes, de 31 anos, estava com a filha Cecília, de 1 ano, se divertiram na plateia. Foi o primeiro show da Palavra Cantada que elas assistiram. Jacqueline aprovou o espaço e o horário em que o show foi realizado. “Eles incluíram o show num programa que é da família. Não precisa criar um programa separado para as crianças”, acredita ela.

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A apresentação da Palavra Cantada nesta edição da Virada Cultural foi muito diferente da do evento em 2015. Naquele ano, a dupla era uma das atrações da Viradinha Cultural, que aconteceu no entorno da Biblioteca Monteiro Lobato, na região central da cidade. O palco estava instalado numa rua estreita, formou-se ali uma multidão, e mal era possível ver os dois. Na ocasião, muitos pais reclamaram da aglomeração.

Atraso. A região central estava bem tranquila nas primeiras horas da Virada Cultural. Só no palco da Avenida São João, o MPB/Samba, havia uma certa tensão por conta do atraso para o início do show da cantora carioca Teresa Cristina, marcado para as 18h.

Os músicos passavam o som ainda às 18h50, com a plateia reunida em frente do palco cada vez mais impaciente. Uma pessoa da organização só subiu ao palco para explicar algo ao público às 18h55, prometendo que Teresa apareceria em cinco minutos. As vaias começaram.

Teresa seria acompanhada por sete mulheres que estavam ali para homenagear Dona Ivone Lara, a grande dama do samba que morreu em 2018, aos 96 anos. Teresa Cristina apareceu às 19h05 e pediu desculpas: “Estávamos aqui havia muito tempo, mas precisaram de mais tempo para arrumar o palco. Mesmo não sendo nossa culpa, peço desculpas”.

Ela começou então pedindo que a plateia a seguisse em uma oração, chamada Ave Maria Preta, que passa pelas abençoadas Dona Ivone Lara, Dandara, Maria Quitéria e fechava com a frase: “Agora e na hora de nossa morte, Marielle vive”.

Teresa fez então um show impecável, quase um desabafo por sua indignação com a produção nada pontual. Além de Dona Ivone, cantou Zé Keti, Luiz Melodia, Nelson Sargento, Cartola. Não fez o samba mais fácil, não jogou com o populismo. Conseguiu reverter a situação antes tensa já no primeiro samba e teve a plateia nas mãos até o final.

Gospel. Aos 23 anos, a cantora gospel Priscilla Alcântara é o nome celebrado pelo público jovem que foi ao novo palco da Música Cristã, na Praça da Sé. Priscilla mostrou seus sucessos, que foram cantados por uma plateia bastante emocionada. O ponto alto da apresentação foi com Priscilla fazendo cover de Shallow, de Lady Gaga, música do filme Nasce Uma Estrela.

Adriana Del Ré, Julio Maria e Leandro Nunes
Estadao Conteudo
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