Economia

Na contramão das bolsas de NY, Ibovespa fecha em baixa de 0,51%

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A maior percepção de risco político voltou a afetar a confiança do investidor do mercado de ações e o Índice Bovespa teve um pregão inteiro de perdas nesta quarta-feira, 15, na contramão do desempenho positivo das bolsas internacionais. As dificuldades do governo no Congresso e as manifestações políticas contra os cortes na educação impuseram cautela aos negócios na bolsa, enquanto o investidor acompanhava com desânimo os sucessivos indicadores que apontam para a fraqueza da economia nacional.

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Depois de ter caído 1,95% pela manhã, o Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 91.623,44 pontos. É a menor pontuação desde 3 de janeiro. Os negócios somaram R$ 15,5 bilhões.

“três assuntos trouxeram um pouco de pessimismo no mercado: a pressão pelas contas do orçamento da Educação, o IBC-Br, que veio um pouco pior do que o esperado pelo mercado, junto com a revisão para baixo do dado de fevereiro, e um pouco de receio pela fala do senador Carlos Bolsonaro”, disse Vitor Miziara, analista da Criteria Investimentos.

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Miziara se referia à frase “o que está por vir pode derrubar o capitão”, publicada no Twitter pelo filho do presidente, em meio a análises sobre os riscos de uma ação coordenada no Congresso para tentar bloquear a votação da Medida Provisória 870, da reforma administrativa.

Segundo o analista da Criteria, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fora do País e a reforma da Previdência parada, faltam “drivers” para o mercado operar com mais otimismo. Nesse ambiente, afirma, pesam as recentes derrotas e pressões sobre o governo no ambiente legislativo.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, o principal foco de tensão para o mercado são os embates entre Legislativo e Executivo, de forma que pode comprometer o sucesso da reforma da Previdência. Ao contrário de outros profissionais do mercado, Monteiro minimiza os efeitos das manifestações desta quarta pelo País ou as declarações dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o operador, o que efetivamente vem retraindo o investidor da bolsa é a percepção de que a economia do País está parada, em função da demora na tramitação da reforma da Previdência e ausência de medidas de estímulo à economia. Com isso, os ruídos em torno da figura de Bolsonaro ficam em segundo plano.

Na análise por ações, estiveram entre as quedas mais significativas os papéis que refletem risco político, como Banco do Brasil ON (-1,65%) e Petrobras PN (-0,46%), esta última na contramão da alta do petróleo no mercado internacional. Em contrapartida, Vale ON (+0,76%) se beneficiou da melhora do humor no mercado internacional, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acenou com a possibilidade de adiamento de sobretaxas à importação de produtos do setor automotivo.

Paula Dias
Estadao Conteudo
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