Opinião

Um menino e o Beija-flor

COMPARTILHE
411

Por Clemildo Corrêa

Artigo: Justa compensação aos estados produtores de petróleo

Por Renato Casagrande, governador do Espírito Santo O debate sobre critérios de distribuição dos royalties...

Fé renovada

Por Denise Vieira      Hoje não vou falar do passado longínquo, mas do recente. Durante a...

Cooperativismo: uma solução para a retomada do desenvolvimento do Brasil

Por Evair de Melo O Cooperativismo é mais que um conceito econômico, é uma filosofia...

Em 03 de novembro de 1986, nasceu nesta Cidade (Cachoeiro), Estado e País, um menino muito especial, EDUARDO DE PAULA CORRÊA, carinhosamente chamado por familiares e amigos, apenas por “DUDU”, que ainda bem criança foi capaz de começar a demonstrar suas qualidades diferenciadas de outras pessoas comuns, criando um pequenino filhote de beija-flor encontrado caído ao chão da rua, após forte chuva, alimentando-o até ele crescer, criar penas e tornar-se adulto, o qual circulava livremente no interior e imediações da nossa moradia, ora voando ou pousado nos ombros e dedos dele.

Após o beija-flor estar criado e voando para todos os lados, num certo fim de tarde de verão, o vizinho, Carlinhos Scarton, sempre brincalhão, pegou o pássaro que se encontrava com DUDU na frente de casa, jogando-o para cima, tendo ele içado vôo alto e nunca mais voltado para a companhia de quem o criou, pois, certamente outro era o seu lugar de viver em plena liberdade, sem qualquer interferência humana.

Continua depois da publicidade

Quis DEUS, em sua infinita bondade, que DUDU fosse realmente especial, um ser humano diferente e iluminado, educado, religioso, estudioso, trabalhador, responsável e muito querido por todas as pessoas, isso até mesmo no leito hospitalar, sejam elas, idosas, adultas, jovens ou crianças, sujeito participante e ativo no meio em que vivia, tendo a capacidade de fazer tudo muito bem feito, com carinho, zelo e dedicação, exímio motorista e motociclista, sem vícios de bebida alcoólica, fumo ou drogas, profundo respeitador das normas legais e regras de cidadania, como raramente se via naquela época e se vê nos dias atuais.

Entretanto, por ironia do destino ou por falta de melhor compreensão da morte, no trágico dia 19-abril-2007, o querido DUDU nos deixou, vindo a óbito, em decorrência d’uma manobra proibida, que culminou num criminoso acidente de trânsito, cometido por culpa exclusiva d’uma “pessoa” irresponsável, bêbada e possuidora de tantos outros adjetivos negativos que se possa imaginar de alguém.

Porém, mesmo assim, faz-se necessário refletir sobre o teor da ORAÇÃO DA SERENIDADE, agradecendo a DEUS pelo lapso de tempo que ELE permitiu a todos que tiveram a felicidade de conhecer e conviver com DUDU, que ainda hoje é e será eternamente lembrado com a mesma intensidade pela sua passagem pela terra, tal qual ocorreu com o beija-flor que ele criou e um dia o viu partir.

*Clemildo Corrêa é pai de DUDU*

 

Publicidade