Política Regional

O que o irmão da deputada Norma Ayub queria saber ao “bisbilhotar” dados de Bolsonaro?

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Um enigma ronda a família da esposa do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM). A Polícia Federal quer saber o que o seu cunhado Odilon Ayub, irmão da deputada federal Norma Ayub, presidente estadual do Democratas, no Espírito Santo, queria ao acessar dados, na Receita Federal, do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Odilon Ayub Alves, irmão de Norma, é servidor da Receita Federal lotado em Cachoeiro de Itapemirim. Ele teria acessado informações pessoais e sigilosas de Bolsonaro no sistema do Fisco.

Na última quinta-feira, no final da madrugada, foi conduzido pela Polícia Federal, por agentes em viaturas descaracterizada, para a Superintendência da PF, no bairro IBC, em Cachoeiro, para prestar esclarecimentos, atendendo a inquérito que tramita na Justiça.

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Após ser ouvido, por mais de seis horas, ele foi liberado. Outro servidor da Receita Federal, de Campinas, em São Paulo, também é investigado por acessar dados do presidente.

Por nota, a assessoria de Norma informou que Odilon Ayub “acessou os dados do presidente da República, Jair Bolsonaro, por mera curiosidade”.

A deputada federal fez questão de ressaltar que sua família fez campanha, em 2018, apoiando Bolsonaro, e que não acredita que seu irmão tenha intenções políticas com o ato.

Pingos nos “is”

A esposa de Ferraço afirma, que para que não fique qualquer dúvida no ar, irá se encontrar com o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“A deputada solicitará uma audiência com o ministro a fim de esclarecer os atos praticados por seu irmão Odilon Alves Filho investigado pela Polícia Federal”, diz trecho da nota.

Norma Ayub ressalta repudiar qualquer tipo de atividade ilícita, “seja de quem for”.

A mancada

A mancada acendeu um alerta no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, liderado pelo General Augusto Heleno Ribeiro que, segundo informações do depoente, permanece em constante vigilância após o atentado sofrido por Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018.

Logo Odilon teve que explicar a motivação de sua pesquisa por dados financeiros e pessoais do presidente. As hipóteses da investigação ventilam desde mera curiosidade e imprudência técnica à espionagem com tráfico de informações para fins políticos.

Segundo a Receita Federal, a consulta ao perfil de Bolsonaro teria sido feita em outubro de 2018 e que uma sindicância concluiu que não havia motivação legal para o acesso e, por essa razão, o caso foi notificado a Polícia Federal.

Yamato Ayub, irmão da deputada e do investigado, chegou a questionar a dimensão dada ao assunto. “Estão fazendo um rebuliço em torno de algo simples”, afirmou.

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